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| A grade foi o local escolhido para apoiar duas jardineiras do projeto dos paisagistas Renata Nascente e Sérgio Vilela |
15/03/2010 - Colher frutas no pé e legumes direto da terra não é um privilégio só de quem mora na zona rural ou tem muito espaço em casa. Montar uma pequena horta, até mesmo em apartamentos, só depende da boa vontade e da organização de quem quer levar à mesa artigos de qualidade. Além da praticidade de ter sempre à mão alimentos frescos, as hortas podem também integrar a decoração, trazendo mais cor e vida ao lar.
Não que dê trabalho, mas iniciar uma horta exige dedicação diária. “A pessoa tem que saber o que quer plantar e buscar informação sobre que cuidados cada tipo de planta demanda”, ensina o paisagista Sérgio Vilela. Para ele, o segredo do sucesso está no planejamento. “É importante saber quais tipos de ervas podem ser plantadas na mesma jardineira, por exemplo, para que todas tenham espaço para crescer”.
Assim que as plantas são escolhidas, é hora de montar a horta. “Qualquer um pode fazer sua hortinha, até mesmo em pequenos vasos dentro de casa. O mais importante é observar a incidência de sol, já que as plantas necessitam de quatro horas por dia de luz”, ensina Sérgio. Segundo o paisagista, um dos problemas mais comuns é o entusiasmo inicial que vai se perdendo ao longo do tempo. “As pessoas ficam empolgadas, mas depois deixam a produção de lado, e a horta acaba se deteriorando”.
Na verdade, os cuidados indispensáveis são poucos. É necessário regar as plantas periodicamente e acompanhar seu crescimento. A adubação precisa ser feita, em média, a cada 30 dias. Sérgio indica o uso de adubos orgânicos ou húmus. “Não faz sentido ter uma horta em casa e usar adubos químicos, pois acaba contaminando o alimento”, explica.
Além de ser uma opção saudável, o cultivo de vegetais em casa também pode ser didático. Para a paisagista Renata Nascentes, ensinar às crianças de onde os alimentos vêm também é uma forma de educá-los para o consumo consciente. “É interessante mostrar para elas como os alimentos nascem, crescem e chegam a nossa mesa”.
Plantar árvores frutíferas em vasos é uma opção para driblar o espaço limitado. Além disso, eles funcionam como elementos decorativos. No projeto da paisagista Renata Nascentes, as plantas ganham lugar de destaque na área de lazer. Segundo Renata, os cuidados com as árvores devem seguir as mesmas regras úteis para as hortas.
Esta horta foi projetada para atender os moradores de um prédio residencial. Os paisagistas Renata Nascentes e Sérgio Vilela aproveitaram um canto da construção, ao ar livre, para construir este espaço.
A grade foi o local escolhido para apoiar as duas jardineiras do projeto dos paisagistas Renata Nascentes e Sérgio Vilela. Com boa profundidade, as duas abrigam diversas ervas de uso culinário. O local escolhido atende todos os pré-requisitos, pois recebe luz solar e fica em local protegido do vento.
Como nasce uma hortinha
» O primeiro passo é analisar o ambiente. As plantas devem tomar sol cerca de 4 horas por dia, de preferência pela manhã.
» Depois de escolhido o lugar, é preciso proteger as plantas das correntes de vento. Isso pode ser feito até mesmo com uma barreira de plástico.
» Um dos passos mais importantes é a escolha do recipiente, fundamental para determinar o desenvolvimento das plantas. Qualquer material pode ser usado, como canos de PVC, garrafas pet, vasos de cerâmica ou jardineiras de barro. O importante é ter mais de 20cm de profundidade. “Esta medida é essencial para que as raízes das plantas tenham espaço suficiente para crescer”, ensina o paisagista Sérgio Vilela.
» As especificidades de cada planta devem ser levadas em conta. “A hortelã, por exemplo, tem uma raiz muito grande — então é bom deixá-la sozinha.” Um detalhe importante, mas muitas vezes negligenciado, é a necessidade de se furar o recipiente. “Se não abrir pequenos buracos no fundo, a água acumula e as plantas podem se afogar, além de apodrecer”, explica a paisagista Renata Nascentes.
» Depois de escolhido o recipiente, coloque pedaços de isopor, argila expandida, cerâmica quebrada, seixo ou até mesmo um punhado de brita, formando uma camada de cerca de 3cm. Isso evita que, ao escorrer a água, porções de terra se desloquem em conjunto, e possam, dentre outras coisas, sujar o ambiente. A primeira camada deve ser coberta por uma manta de bedin. O tecido, muito usado em construção, é importante para filtrar a água e manter a umidade.
» Em seguida, deve-se providenciar a terra. Sérgio aconselha o uso de substrato preparado, encontrado em qualquer viveiro e em grandes supermercados. O substrato normalmente é estéril e já vem com vários nutrientes importantes para as plantas, além de ser livre de pragas. Então, enche-se metade do recipiente com a terra.
» Depois, as mudas escolhidas serão transplantadas. Elas devem ter uma distância entre si de mais ou menos 20cm, para que possam ter espaço suficiente para se desenvolver. Basta retirar a muda do saco e depositá-la na terra. Se o plantio for feito com sementes, elas não devem ser plantadas muito ao fundo. Após esse processo, preenche-se os espaços que sobraram com substrato. Segundo Sérgio, não se deve pressionar a terra, nem com as mãos nem com a pá, pois isso ajuda a compactá-la, o que não pode acontecer. A terra deve ser bem aerada para que as raízes possam respirar e crescer. Depois de realizado o plantio, é só regar as plantas e cuidar com muito carinho.
Uma dica
» Colocar pedaços de cascas de árvores ou serragem ajuda a manter a umidade da terra, deixando as plantas sempre saudáveis.
Bazar
Quem pretende iniciar uma horta em casa deve ter à mão algumas ferramentas de jardinagem.
Pá de mão - É, talvez, o instrumento mais importante para o cultivo de pequenas plantas, como as que serão produzidas na mini-horta. É fundamental para manejar a terra, acomodar a planta no vaso ou na jardineira e organizar a plantação. A pazinha larga da Bellota é fabricada em peça única à base de liga de alumínio polido. O cabo é revestido com grip emborrachado permitindo um melhor manejo da ferramenta e maior conforto durante a execução dos trabalhos. (R$ 10)
Cultivador sacho - É uma ferramenta básica para preparar o solo, ajudando na mistura do adubo à terra. Também é indicada para fazer a remoção de ervas daninhas. Está disponível em vários formatos no mercado. O cultivador sacho de 3 pontas da Bellota é indicado para trabalhos em terraços, canteiros e jardineiras, mas também pode ser adaptado para vasos ou outros locais em que se tenha plantado a hortinha. Ele é fabricado em fibra de vidro, o que garante mais resistência. Como é mais leve e anatômico, é ótimo para quem está começando a lidar com essas ferramentas. (R$15)
Tesoura de poda - A tesoura é imprescindível para a colheita, principalmente de folhas, e para realizar cortes e podas. Há inúmeros modelos disponíveis e até uma tesoura comum de uso doméstico pode ser usada para colher ervas e temperos. O importante é não arrancar ou “rasgar” as folhinhas. “Além de machucar, deixa um espaço aberto na planta para a entrada de bactérias ou fungos”, ensina Sérgio. A tesoura para colheita da Bellota tem lâmina em aço inoxidável, o que evita a contaminação de pragas de uma planta para outra. A tesoura vem também com uma tira de couro que trava os punhos na hora de manejar o ferramenta, oferecendo mais segurança. (R$ 29)
Enxadinha - Indicada para romper superfícies, revolver a terra e retirar ervas daninhas cortando-as pela raiz. Para usar em mini-hortas é preciso ter cuidado para não danificar as plantas que estão ao redor da área a ser manejada. A enxadinha da Bellota vem com o cabo de madeira e pintura antioxidante. (R$15)
Garfo largo
É muito usado para afofar a terra dura. O garfo da Bellota tem um cabo anatômico e é revestido com grip emborrachado, o que permite melhor manuseio. É leve e fácil de limpar, bom para iniciantes. (R$ 10)
Transplantador - Os transplantadores são ótimos para ajudar na hora de transferir a muda do saquinho para a cova onde será plantada. No mercado, é possível encontrá-los em vários formatos. Ao escolher um, deve-se levar em conta o tipo de muda e a área onde a planta será colocada. Este modelo, da Tramontina, ajuda a manter a terra original fixada às raízes da planta. É fácil de manejar, ideal para quem está começando. (Preço sob consulta)
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