Da clássica à moderna, cabeceira faz toda diferença na decoração

Como um elemento chave na composição do quarto, ela é sinônimo de um ambiente personalizado e autoral

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postado em 17/06/2014 08:00 Lilian Monteiro /Estado de Minas
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Rústicas, artesanais, modernas, tradicionais, simples, arrojadas, discretas ou chamativas, as cabeceiras são a estrela do quarto. Sem personalidade, derrubam qualquer decoração. Exageradas, também põem tudo a perder. Como fazem a diferença na hora de deixar o ambiente personalizado e com estilo, o cuidado é escolher o design certo diante de tantas opções. A primeira preocupação, antes da estética, é ter um espaço agradável, acolhedor e, acima de tudo, confortável. E tudo isso é possível sem abrir mão da beleza.

Antes de mais nada, é preciso conhecer seu estilo. Ter segurança do quarto que deseja, já que há cabeceiras para todos os gostos. Há modelos de camurça, de couro, de módulos estofados que mudam de lugar, de chenille, tecido colorido e estampado, de madeira, de painel pintado por algum artista, de patchwork, estilo art nouveau, chapa de compensado, módulos vazados e nichos para guardar objetos. Ideias não faltam.

A partir da história da evolução das camas, a decoradora Sandra Penna diz que, atualmente, há três estilos. A cama box, estilo americano, que exige uma cabeceira. A cama europeia, que usa o modelo tradicional com estrado e colchão, os designers europeus investem nos modelos antigos, e a tendência da cama japonesa, bem baixa, com referência ao tatame. São três opções que vão definir a cabeceira, de acordo com o projeto.

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Para Sandra, a cabeceira definirá a decoração como sofisticada, esportiva ou contemporânea. “Complementos de madeira, entalhe, palha, estofamentos nas costas do tamanho do colchão ou na parede toda são escolhas requintadas. Há também painéis modernos e interessantes, com aplicações de tecido, às vezes da cabeceira até a parede, que dão sensação de amplitude, e de silks. É preciso cuidado porque pode não ser tão prático. Lembre-se que vai encostar a cabeça, relaxar. E conforto é tudo.”

Sandra aponta ainda opções como cabeceiras de capitonê, matelassê, pregas, papel de parede, almofadas, biombos... “Já usei até porta antiga, vazada, em estilo oriental e entalhes indianos e tailandês. Podemos brincar, desde que seja com um elemento bonito. O tecido precisa ser resistente. Se for seda, tem de ser dublada e, para ser funcional, é importante usar fechamento de velcro, o que possibilita poder tirar e lavar sem transtornos. Praticidade conta ponto... E muito.”

Proporção

Nathália Otoni, do escritório Óbvio Arquitetura, reforça que a grande tendência “é a cabeceira estofada em tecido, camurça, linho, couro ecológico, de qualquer cor, capitonada, de vários tamanhos, presa na parede como painel ou alongada até o teto.”

A arquiteta aponta ainda que, no caso da cama box, a novidade é “estofar o box, revestindo-o do mesmo material da cabeceira, já que muitos não gostam da tradicional saia”. Outra opção é usar, no painel de madeira, adesivo vinículo ou criar ainda uma arte. Nathália gosta de tecidos, principalmente os estampados, listrados, coloridos e fáceis de trocar.

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Para quem prefere a cama com estrado, Nathália explica que está valendo tudo: cabeceira alta, baixa, de linhas retas, de ferro (estilo retrô), enfim, “tudo vai depender do tamanho do quarto. O importante é a qualidade do material e a orientação de um profissional para organizar, dar conjunto e, principalmente, materializar o ambiente com proporção. Não adianta ter uma cama de rainha, com uma cabeceira espetacular num quarto minúsculo, não vai combinar”.

Antes de surgirem as camas, o homem pré-histórico dormia no chão. A percepção do ambiente das cavernas como úmido e frio, dos perigos naturais (ataque de algum animal) e do próprio desconforto deram origem, naturalmente, à criação de um local mais apropriado ao descanso. Os registros mais remotos do uso de camas foram encontrados nas civilizações egípcia e mesopotâmica. Os egípcios utilizavam camas dobráveis, de madeira, luxo destinado só aos faraós e aos seus altos funcionários. A civilização romana adotou camas semicirculares, colocadas ao redor de mesas, já que costumavam fazer as refeições nos leitos. Mas foi só na Idade Média que as camas foram levadas para os quartos. Devido ao inverno rigoroso, os europeus adotaram uma proteção que os persas já haviam desenvolvido anteriormente: o dossel, espécie de cortina apoiada por colunas de madeiras, bem conhecido dos filmes de reis e rainhas. Já as camas de ferro começaram a ser produzidas a partir do século 18, com forte propaganda de que, finalmente, as pessoas poderiam dormir sossegadas, sem o incômodo de insetos.

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Tags: construção

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