Suvenires de viagens podem ser harmonizados com a decoração da casa

Usados corretamente, itens que muitas vezes acabam dispensados em algum baú enriquecem o ambiente, com o diferencial de também carregar valor afetivo

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postado em 15/07/2014 08:00 Lilian Monteiro /Estado de Minas
Nos projetos do arquiteto Luís Fábio Rezende de Araújo, a cristaleira abriga diversos suvenires, e a estante de vidro destaca coleção de vodcas internacionais - Daniel Mansur/Divulgação Nos projetos do arquiteto Luís Fábio Rezende de Araújo, a cristaleira abriga diversos suvenires, e a estante de vidro destaca coleção de vodcas internacionais


Nem sempre é fácil conciliar valor sentimental com estética. Às vezes, o objeto adorado ou visto como sensacional numa feira de Santelmo, em Buenos Aires, na Argentina, ou no Grande Bazar, em Istambul, na Turquia, não é tão bacana assim ou, simplesmente, não se encaixa com sua decoração de oncinha, minimalista, moderna ou tradicional. Por isso, muitas vezes os suvenires vão parar numa caixa, esquecidos dentro da gaveta do armário. Mas há peças de valor afetivo alto que têm de ser exibidas e outras que vão fazer a diferença no ambiente, enriquecê-lo e deixá-lo mais bonito. Para isso, é importante saber como colocar os mimos de viagem em casa, incorporá-los à decoração dando a eles personalidade sem ficar caricato. Antes de mais nada, é preciso não se empolgar tanto. E, depois, pensar antes de comprar. Será mesmo que uma máscara africana e um cocar vão ficar bem em sua sala?

Se a compra foi acertada, o desafio é como encaixar aquela recordação no ambiente de forma equilibrada. Ainda que apareça quase sempre nas salas de estar e jantar, ela pode estar em qualquer cômodo levando em conta a funcionalidade e o estilo da peça. No lugar certo, os suvenires vão preencher espaços com charme. O arquiteto Luís Fábio Rezende de Araújo diz que é preciso criar artifícios de forma pensada para introduzir na decoração não só os objetos adquiridos em viagem, mas peças de coleção e herdadas da família. Eles precisam estar em harmonia com a casa.

Para Luís Fábio, o importante é valorizar a peça, que não precisa ter destaque, mas aparecer de uma forma bacana num espaço criado para ela. “Não é ‘jogá-la’ no ambiente. É preciso organização para não dar um aspecto bagunçado. E há várias formas de criar isso: em paredes, compor com uma mesa de centro, aparador ou mesmo numa bandeja.”

Reprodução/Internet


O arquiteto não gosta de criar um lugar especial, determinado para as lembranças. “Acho mais elegante mesclar. Uma parede com obras de arte e uma fotografia no meio ou composto com uma escultura. Não gosto quando fica com cara de painel, a não ser para peças especiais e o espaço definido como ‘minhas viagens’. Outra solução é misturar taças numa bandeja, objetos sobre o livro na mesa de centro ou ainda espalhados pela casa, na estante de livros, ao lado dos porta retratos.” Luís Fábio orienta seus clientes a “desmitificar essa história do meu canto de viagem. Uma máscara africana é diferente de um berimbau e não precisam estar juntos. Essa idealização não é legal, a não ser em casos de coleções. Eu, por exemplo, tenho uma de despertadores antigos, que cabem num mesmo nicho. Um cliente, que sempre compra vodca em suas viagens, queria mostrá-las, e então criei uma prateleira de vidro na sala de jantar só para as garrafas”.

Os ímãs de geladeira são os mais comuns e com lugar pré-definido. Mas Luís Fábio lembra também que é possível criar um painel na cozinha e misturar com outros objetos. O fundamental, ressalta, é mesclar para não ficar maciço. É importante pensar na organização, seja por cores, tamanhos ou texturas. O arquiteto enfatiza que, na hora da compra, vale pensar no todo, se o objeto é o ideal. “Às vezes, há um encantamento pela peça e a pessoa não sabe onde encaixá-la. Em decoração, é preciso estar atento à proporção e à simetria. Por exemplo, se tem um pilha de livros com capas nas cores azul e dourado, a regra é ter um suvenir que puxe para esses tons. É preciso criar identificação visual entre as peças.”

A arquiteta e designer de interiores Valéria Alves prefere nichos para organizar os pequenos objetos - Arquivo Pessoal/Divulgação A arquiteta e designer de interiores Valéria Alves prefere nichos para organizar os pequenos objetos


Bom senso

Já a arquiteta e designer de interiores Valéria Alves prefere os nichos, principalmente se o cliente for aficionado por pequenos suvenires. Aí, aparadores, estantes, mesas de centro e prateleiras podem ser o espaço. “Os objetos menores, principalmente, não valorizam a decoração e viram um problema. Por isso, sugiro que os deixem num canto definido, todos juntos. Se forem diluídos nos ambientes não vão ser percebidos.”

Para peças maiores, Valéria indica um ambiente particular, mais íntimo, como escritório e quarto. E enfatiza que uma concha encontrada na praia pode ser maravilhosa, ter um significado e importância para você, mas talvez não combine com uma sala de estar clássica, por exemplo. Por outro lado, ela destaca que há objetos impossíveis de descartar ou deixar só na lembrança. “Um tapete artesanal de Istambul vale a pena, principalmente se tiver uma sala neutra e entrar com a peça, no tamanho adequado, para dar um colorido. Ou mesmo os panôs em tear do Peru, que podem parar na parede e dar outra atmosfera ao ambiente, um conceito novo. Enfim, para tudo na decoração é preciso bom senso.”

Dicas para acertar na decoração


1) Peças de tamanhos e cores diferentes ficam mais bem acomodadas em um móvel neutro. Pode ser uma prateleira, cristaleira ou mesmo uma mesa de centro.

2) Fica legal misturar os suvenires com outros objetos, assim, eles vão ganhar mais destaque e exposição.

3) Não distribua as peças de qualquer jeito pela casa. Tudo fica mais bonito em harmonia. Espalhadas, podem dar aspecto de bagunça.

4)
A composição do ambiente é fundamental, logo, não misture muitas cores e texturas. Elas precisam estar em harmonia.

Tags: lançamento

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