Iluminação de efeito cria a ilusão de móveis e objetos flutuantes

Febre no mercado de decoração, um estilo de iluminação tem sido usado em vários projetos para dar a impressão de que os elementos do ambiente estão deslocados da superfície. O segredo é a fita de LED

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postado em 30/10/2014 08:06 Lilian Monteiro /Estado de Minas
Rodrigo Marcandier/Divulgação


O legal da decoração é poder brincar. Além da riqueza de material e design disponíveis no mercado, há tantas soluções práticas e de bom gosto que é impossível não querer mudar o visual da casa a cada mês. A onda agora é a presença constante nos projetos de arquitetura da “iluminação de efeito”, que torna os ambientes mais leves e elegantes. O recurso, que tem como segredo as fitas de LED, surpreende ao ser a estrela da composição de um espaço. O bacana dessa técnica é que cria a ilusão de que móveis e objetos estão deslocados da superfície. É como se estivessem flutuando.

Nathália Otoni, que comanda o escritório Óbvio Arquitetura, ao lado de Luciana Araújo, conta que a iluminação embutida em móveis não é um recurso novo, mas tem sido amplamente utilizado. “Atualmente ainda mais, já que a fluorescente gasta mais e precisa de espaço (é maior) e as fitas de LED, com 5 milímetros de espessura e um dedo de largura, são econômicas, tipo dupla face e, apesar de mais caras, vale investir. O resultado é lindo e há garantia de despesa menor e pouca manutenção. Ela não esquenta o ambiente e simula a resolução de cor.” As fitas de LED têm preços que variam de R$ 20 a R$ 300, dependendo da metragem. O bacana, destaca Nathália, é que é possível criar uma iluminação indireta e ter vários climas num mesmo lugar. “Num apartamento menor, você vai valorizar um ponto e ter a sensação de leveza, o ambiente fica suave.”

Célio Diniz/Divulgação


A arquiteta explica que o ambiente ou móvel com a fita de LED fica chique, desde que haja planejamento para receber esse tipo de iluminação. É fundamental pensar no lugar em que a fita será embutida, o ponto elétrico e o interruptor. Além de estar com o projeto do arquiteto em mãos, marceneiro e eletricista são essenciais. Nathália avisa que essa iluminação precisa ter driver (transformador) antes de ligar na parte elétrica para ela funcionar.

Cores

Além de durar mais tempo, as fitas de LED são mais finas e camuflam bem nos mais variados objetos, como cama, arandela, armário, hack, bancada e muito mais. Basta escolher o que deseja deixar em evidência, já que vai chamar muito a atenção. Ivana Seabra, do escritório Ivana Seabra Arquitetura, ensina que a primeira atitude é escolher a cor da luz, já que ela vai direcionar o ambiente. “Para ter um espaço mais aconchegante, numa sala ou quarto, o ideal é a amarela 2.700K, já para uma bancada de estudo, um painel com efeito decorativo, uma área de trabalho, é melhor a mais branca para iluminar mais. Mas cuidado para o ambiente não parecer uma nave espacial.”

Escolhido o ambiente, o segundo passo apontado por Ivana é usar essa técnica como detalhe, para dar destaque. “Usei no friso do painel, no perímetro do hack, em volta dele todo, e a sensação é de que o hack soltou do painel, como se estivesse flutuando.” E a terceira decisão a tomar na hora de colocar a fita de LED é planejamento. “Não há regra, desde que tenha harmonia com o projeto. Já coloquei nos armários suspensos da cozinha, auxilia no trabalho da bancada de granito, por exemplo. Outro cliente, que gosta de cor, decidiu encaixá-la no cortineiro. Como adora receber amigos, os móveis da sala são em tons neutros, mas escolheu a LED RGB (LED com microcontrolador integrado) em várias cores e com controle remoto. Ele define a tonalidade da sala de acordo com a ocasião. A fita fica escondida dentro da sanca. Cada evento terá uma cara, o caráter é despojado.” Em outro trabalho, Ivana usou a fita de LED em três arandelas, em forma de círculos, com luz branca, e o “efeito foi high tech”.

Daniel Mansur/Divulgação


Vale destacar que o ambiente ou objeto vai ganhar toques de elegância e sofisticação, seja em peças no piso ou fixas na parede. Mas Ivana diz para evitar exageros. “O recurso não pode ser banalizado.” Portanto, é “preciso saber criar para ter o melhor resultado com as lâmpadas”.

Já a designer de interiores Iara Santos é adepta dos projetos com lâmpada fluorescente tubular. “Ela tem uma iluminação mais intensa e isso faz com que esse efeito fique em maior evidência. Ao projetar o móvel, eu insiro braçadeiras que vão segurar essas lâmpadas para escondê-las no móvel.”

Escolha econômica

Com o horário de verão, ações de economia e desenvolvimento sustentável estão cada vez mais em pauta. Uma das formas para contribuir e incentivar a diminuição dos gastos de energia elétrica não só neste período, mas durante todo o ano, é a substituição de lâmpadas incandescentes por produtos de iluminação com a tecnologia LED. Se comparada aos modelos comuns, uma lâmpada LED é capaz de economizar até 90% de energia, além de ser 25 vezes mais durável. Uma das empresas que enxergou essa oportunidade foi a Brilia, que desenvolve e comercializa lâmpadas, fitas e acessórios LED no Brasil e há seis anos busca novas tecnologias dentro do segmento. “Além de mais econômico, mais durável e sustentável, o LED pode ampliar modelos, ou seja, é uma tecnologia versátil, que permite atender a públicos distintos”, afirma Felipe Borin, gerente nacional da empresa.

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