Símbolo da arquitetura de Brasília, cobogós fazem sucesso em "Felizes para Sempre?"

Figura carimbada das super quadras sul e norte, o cobogó favorece a iluminação natural e a ventilação

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postado em 06/02/2015 08:01 / atualizado em 06/02/2015 15:51 Hellen Leite
Reprodução/Youtube


Brasília tomou conta da telinha e da imprensa nos últimos dias. A minissérie “Felizes Para Sempre?”, ambientada na cidade, deixou a capital federal em evidência tanto pela importância política que a trama sugere, quanto pelos traços de sua arquitetura marcante. Nesse último caso, além dos cenários já conhecidos da cidade, um elemento adicionou charme as cenas dirigidas por Fernando Meirelles: os cobogós. Eles são a cara do modernismo de Brasília e acompanham fachadas de prédios e casas desde a construção da capital.

O elemento vazado surgiu para solucionar problemas de circulação de ar e incidência de luz. Apesar de ser uma figurinha carimbara nos prédios das super quadras sul e norte, o cobogó surgiu na década de 30, em Pernambuco, e só depois passou a ocupar os solos do cerrado. O nome da peça foi inspirado nas iniciais do sobrenome dos engenheiros Amadeu Oliveira Coimbra, o Co; Ernest Boeckmann, o Bo; e Antonio de Góis, o Gó, responsáveis pela invenção.

Projeto Hélio e Sonia Peres/Foto Roger MonSan


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Mas quem disse que os cobogós só têm espaço nas fachadas dos prédios residenciais? Arquitetos da cidade investem no elemento agora com mais uma finalidade: dar personalidade aos ambientes. A escolha, segundo o arquiteto Roberto Carril, se alinha com a principal característica de seu trabalho “deixar os ambientes com mais composições e menos combinações”. De acordo com o profissional, “a sua prioridade é ter como resultado sempre um ambiente mais exclusivo e com a identidade de seus moradores”, comenta.

Projeto Roberto Carril/Divulgação


Os cobogós ocupam salas, quartos e se tornam divisórias de espaços, agregando charme e inovação onde quer que sejam empregados. Mesmo parecendo um contrassenso, uma vez que as peças já existem há muitos anos, a modernidade vem através dos materiais, cores e formas em que são apresentados. Até mesmo uma cortina de última geração e automatizada pode lembrar o tradicional projeto do concreto furado. “Nas áreas internas pode ser utilizado tanto na divisão de ambientes da sala e cozinha, como na área intima, tendo como aliado um bom projeto luminotécnico, que possibilita a formação de um jogo de luz e sombra que garantem um ar moderno e clássico ao projeto”, explica a arquiteta Ana Maria de Cesaro.


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