Novos revestimentos ajudam a tornar as construções mais sustentáveis

Lixo de materiais de construção e casca de frutas são usados como matéria-prima para a fabricação de revestimentos

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
postado em 24/03/2015 08:01 / atualizado em 24/03/2015 12:49 Hellen Leite
Divulgação


As cerâmicas e os porcelanatos têm assumido novos papeis e status na arquitetura contemporânea. Mais do que simplesmente revestir, eles são um importante elemento de decoração e de opção mais sustentável que as rochas naturais. O uso de materiais com o poliuretano reciclável como matéria-prima de revestimentos, por exemplo, é uma tendência mundial que ganha força no mercado brasileiro. Além de características como resistência, isolamento acústico e térmico e durabilidade, o material é moderno, de fácil aplicação e totalmente imune a pragas, como o cupim e também ao mofo.

A novidade imita os tijolinhos comuns nos projetos mais elegantes e arrojados de decoração e pode ser aplicada em qualquer ambiente, com apresentação em diversas cores e texturas. De acordo com a arquiteta Rosane França, o material, que não é poluente, não perde em nada para o tijolinho comum e tradicional, que em sua fabricação emite gases tão poluentes que se torna prejudicial tanto a quem o manuseia no processo de fabricação quanto à camada de ozônio. “Já esse material é feito de uma fibra utilizada em geladeiras e também em para-choques de carros que seriam descartados. É uma maneira, inovadora de fazer uso de um material útil e que estaria no lixo”, explica a profissional. Rosane lembra ainda que por ser muito leve, o produto faz a diferença na hora de mudar a fachada de um prédio, por exemplo. “Não dá para colocar materiais muito pesados e isso pode facilitar os planos de uma reforma”.

Divulgação


Leia mais notícias em Arquitetura e Decoração

Além de o entulho ganhar uma nova utilização na fabricação de revestimentos, as cascas de frutas também são opções para produzir pisos que não agridem o meio ambiente. O material é apresentado em pastilhas de 4 x 4 cm e vendido em placas de 42 x 42 cm, indicado para paredes internas e para revestir móveis, sua produção utiliza a casca de coco triturada e casca da semente de caju. Toda a produção é feita com manejo sustentável e consegue aproveitar as características físicas próprias de cada matéria prima, tratado contra a ação de fungos e insetos, preserva o toque natural, conforto acústico e tátil.

Divulgação


O material foi premiado no IF Design Award 2014, um dos principais prêmios do design mundial.

Anúncios do Lugar Certo

Outros artigos

ver todas
05 de outubro de 2016
26 de setembro de 2016
23 de setembro de 2016