Suvenir é amado por muitos viajantes e pode embelezar o lar, mas cuidado com exageros

Na origem do termo, este objeto é uma lembrança. Profissionais ensinam a usar melhor o enfeite que vai chegar em casa na mala da volta das férias

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postado em 30/07/2015 11:17 / atualizado em 30/07/2015 11:22 Joana Gontijo /Lugar Certo
Henrique Queiroga/Divulgação - Osvaldo Castro/Divulgação


Muita gente ainda está curtindo as férias de julho e é provável que, além da diversão fresca na lembrança, na mala da volta para a casa estejam alguns objetos símbolos dos passeios, não é? Os suvenires são queridos de todos, mas, se o empolgado viajante que retorna ao lar tiver exagerado (é comum acontecer), o que parecia um lindo enfeite pode acabar indo parar na caixa dos supérfluos e desaparecer de vez. Traduzir nesses elementos, de verdade, a memória dos bons momentos é saber, primeiro, ponderar no ato da compra o que realmente combina com cada um e será aproveitado na decoração como uma bela referência da cultura de um povo ou um lugar para, integrando-se à morada em um canto de destaque, ser sempre o conforto de um feliz instante eternizado.

É alto o número de pessoas fascinadas pelos suvenires, que geralmente são bonitos e atemporais. Entretanto, corriqueiramente isso não é certeza que eles irão cair bem naquela prateleira que o impulsivo turista havia pensado. Especialistas em interiores estão atentos ao assunto, e dão dicas preciosas para evitar gastos desnecessários e para os artigos não ficarem esquecidos no armário. Os suvenires têm potencial para embelezar a casa se seus recursos forem explorados com inteligência, ensina Marina Dubal.

Para tocar os bolachões comprados por um casal de BH em passeios pelo mundo e compor o ambiente, Marina Dubal alcançou a harmonia com a charmosa vitrola cinquentista - Henrique Queiroga/Divulgação - Osvaldo Castro/Divulgação Para tocar os bolachões comprados por um casal de BH em passeios pelo mundo e compor o ambiente, Marina Dubal alcançou a harmonia com a charmosa vitrola cinquentista


Para a arquiteta, eles podem sim - e devem - preencher os espaços com charme, e são capazes até de revigorar a composição. “Peças com tons neutros, como branco, preto e cinza, ou os metálicos, uma forte tendência, se encaixam com versatilidade em qualquer ambiente. Objetos com pegada minimalista e um traço limpo também são mais fáceis de harmonizar. Mas tudo depende da proposta estética”, afirma.

Antenados sobre as barreiras sutis que os clientes enfrentam quando estão diante das “lembrancinhas”, com um alto apelo de opções e, porque não dizer, até emocional, que pode travar ou confundir a decisão, alguns arquitetos e decoradores já prestam um novo tipo de serviço voltado a esta demanda tão específica. À distância, em tempo real, lançam mão da tecnologia para ofertar a orientação precisa ainda quando a pessoa desfruta o descanso, seja qual for o ponto no mapa. “O direcionamento sobre que objeto adquirir e como incorporá-lo ao lar dá segurança ao cliente. Essa consultoria é cobrada por hora e feita, na maioria dos casos, imediatamente, pelo whatsapp”, explica a designer de interiores Iara Santos.

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É uma forma carinhosa que o profissional encontra de não deixar quem o contrata na mão e, como um amigo próximo, acalmar o viajante aflito que quer saber logo se está escolhendo direito. De modo geral, acrescenta, para que as compras das férias rendam melhor, é bom pesquisar antes e ver bem o que é vendido, e vale a pena, nas lojas e mercados locais que exibem suvenires ou nas feiras de artesanato, por exemplo. “Existem artigos superinteressantes que, muitas vezes, são bem mais caros na cidade de origem”, alerta Iara.

Em um gracioso projeto na capital mineira, o truque de Marina Dubal para enaltecer um item perseguido por onde passa o casal de moradores foi introduzir um novo elemento, com cara retrô que, antes de tudo, combina com o estilo de vida dos dois. Para tocar os inúmeros discos de vinil garimpados em andanças pelo mundo, ela sugeriu uma rádio vitrola da década de 1950. O aparato de desenho original se sobressai na sala, e é a surpresa do ambiente que embala os agradáveis e rotineiros encontros com os amigos.

Os pendentes Milk Bottle, da Droog, foram garimpados pelos moradores e inseridos no apartamento pela arquiteta Marina Dubal (esq). No quarto assinado por Iara Santos, os elementos de viagem são destaques do décor (dir.) - Henrique Queiroga/Divulgação - Osvaldo Castro/Divulgação Os pendentes Milk Bottle, da Droog, foram garimpados pelos moradores e inseridos no apartamento pela arquiteta Marina Dubal (esq). No quarto assinado por Iara Santos, os elementos de viagem são destaques do décor (dir.)


Para outra intervenção, a arquiteta inseriu com maestria os pendentes de design assinado, uma referência bem-humorada a antigas garrafas de leite, que os proprietários descobriram em Nova York. “Não existe uma receita do que evitar. Tudo varia conforme a ideia para o espaço. Há uma grande diversidade de suvenires legais. Por isso, é sempre importante ter acompanhamento para que o resultado não fique carregado, nem muito temático”, encerra.

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