Quadros e fotografias são os coringas da decoração

Saiba como mudar a cara do décor usando quadros e fotografias

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postado em 14/09/2015 11:01 / atualizado em 11/09/2015 18:53 CorreioWeb /Lugar Certo
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É só dar uma volta nos shoppings de decoração, restaurantes e lugares descolados que é fácil perceber que os quadros com fotografia estão tomando conta das paredes. E o que está na moda rapidamente vira tendência em casa também. Uma técnica nova tem ganhado espaço e está sendo muito utilizada pelos profissionais é a Fine Art, ou ao pé da letra, uma “arte boa”, resume-se em transformar as fotos em uma verdadeira obra de arte, alinhando todos os componentes e deixando a cena exclusiva.

Quem quer mudar a cara de casa, mas não está disposto a gastar muito dinheiro pode investir nos quadros. Segundo a arquiteta Arina Araújo, quadros são coringas, eles quebram a vibração do ambiente, dão textura e conversam com a mobília. “Mudar a cara da sala de tempos em tempos pode ser uma boa maneira de deixar a vida no lar mais gostosa e divertida e, muitas vezes, a rotina pode ser contornada quando mudamos a decoração do living ou do quarto”, ressalta Arina.

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E a Fine Art pode ser uma excelente solução para trazer essa mudança de ar em casa. “Quadros de fotos são modernos, podem chiques ou descolados, sofisticados ou simples, coloridos ou monocromáticos, tudo vai depender da decoração”, esclarece Arina.

Vale ressaltar que é necessário ter um pouco de cautela para não cometer exageros e criar a sensação de ‘sobrecarregado’. A fotografia quando participa da decoração ela pode inserir um efeito divertido, romântico, descontraído, retrô ou familiar. Há muitas formas de se apropriar das imagens e fazer a exposição no cômodo, basta trabalhar com bom gosto e criatividade.

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A primeira dica da arquiteta é olhar as cores predominantes e tons quentes de rosa, pontuados pelo contraste do preto e branco sobre uma base neutra de cinza e areia. O segundo item é a proporção da área do ambiente em relação às paredes disponíveis e a disposição dos móveis e objetos. “Devemos harmonizar os quadros dentro deste contexto e percebendo o estilo, neste caso, o living é contemporâneo”, explica.

O grande quadro da esquerda, disposto na horizontal, é composto de fotografia preto e branco e leva moldura na mesma cor, estabelecendo um link com as cúpulas dos abajures, mesas laterais e poltronas pretas. O quadro sequencial, colorido, de paspatur e moldura brancos, tem a mesma altura do anterior e estão alinhados, mas este último reforça sua verticalidade com um retângulo vermelho que dialoga com o grande tapete, almofadas e mesa redonda avermelhados.

“Logo em seguida, uma dupla de quadros horizontais de base branca (paspatur e moldura) com foto preto e branco delimitam visualmente a área da largura do sofá de três lugares e em perspectiva, fazem par com a dupla de mesas brancas, em um conceito de similaridade. O último quadro da direita, novamente na vertical, traz para perto de si as poltronas brancas que estão à sua frente e suas cores formam um ponto de contraste com o azul e um ponto de equilíbrio com o preto e tons neutros. Os objetos seguem as mesmas cores dos quadros, em uma relação de contiguidade.

Na sala de jantar os quadros devem ser bem neutros. As molduras finas em tom preto contrastam com o tema branco e preto das telas, que são muito parecidas, mas não idênticas. “O grande momento do décor é a temática das pinturas nas telas se conectando com o piso de mármore”, acrescenta Arina. E ela diz que essa tendência de quadros na decoração é forte em 2015 e 2016.

Prova desse crescimento de quadros na decoração de casa é o fotógrafo Daniel Laviola. Ele diz que começou a tirar fotos apenas como hobbie, mas a procura por suas fotos cresceu tanto nos últimos meses que ele precisou transformar o lazer em um negócio. “Sempre gostei muito de viajar e fotografar, ao longo de dez anos criei um arquivo incrível. Postava as minhas fotos nas redes sociais para compartilhar com os amigos, mas as pessoas começaram a me pedir fotos para fazerem quadros e colocarem em suas casas, percebi a demanda do mercado e decidi comercializar as fotografias”, explica Laviola.

Esse mercado da fotografia vem crescendo no país, afirma Daniel Laviola. “Antigamente as lojas de decoração só tinham quadros de artistas plásticos expostos nas paredes, hoje elas querem comprar as nossas fotos”, comemora Laviola.

E quem comprou uma foto e a transformou em quadro foi Patrícia Maturana. Ela apostou nessa decoração e estampou sem medo a sala de casa com fotografias. Patrícia comprou uma foto de Katmandu, Nepal, do fotógrafo Daniel Laviola, e expôs atrás do sofá, na sala. Ela apostou e aprovou.

A arquiteta Arina Araújo diz também que mesmo que o quadro tenha grandes dimensões, é bem interessante, pois consegue ser neutro como o tapete, claro como a parede e cria uma equação de pertinência com o vermelho e os objetos dispostos sobre as arandelas de acrílico branco que servem como prateleiras.

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