Tacos conferem "ar retrô", mas pedem cuidados especiais

Para ficarem sempre bonitos e reluzentes, os tacos necessitam de atenção e alguns cuidados específicos

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postado em 15/09/2015 10:02 / atualizado em 14/09/2015 16:34 CorreioWeb /Lugar Certo
Reprodução


Os tradicionais tacos de madeira fazem parte da memória de infância (e do dia a dia) de muita gente. Conhecidos como "taquinhos" ou "tacões" - dependendo do tamanho que apresentam - eles podem ser encontrados em salas, quartos, corredores e diversos outros ambientes de casas e apartamentos, dos mais antigos aos mais novos.

Em alguns casos, estão presentes até mesmo na decoração da casa, compondo mosaicos e desenhos de formatos e tonalidades variados. Lindos para alguns, mas para outros com cara de coisa velha, os tacos antigos conferem um "ar retrô" à decoração. Hoje, repaginados, voltaram a cair nas graças de decoradores e arquitetos e já podem ser encontrados em muitos projetos.

No passado, muita gente não gostava desse piso porque com o tempo, e se não fosse bem colocado, os tacos começavam a se soltar, acumulando sujeira e causando inúmeros tropeços. Além disso, o piso tinha que ser encerado ou então receber uma camada de sinteco (o que era caríssimo). Mas, com as novas opções de madeira, tamanhos diferentes, criatividade na paginação do piso e a possibilidade de se aplicar sobre eles resinas, os tacos foram reabilitados.

Conservação

Para ficarem sempre bonitos e reluzentes, os tacos necessitam de atenção e alguns cuidados específicos. Com o tempo de uso, é normal que apareçam riscos (alguns mais profundos) ou, nos casos mais graves, que ocorra o descolamento das peças. Conheça a seguir as situações mais comuns quando o assunto é esse tipo de piso e saiba como mantê-lo sempre bonito e bem conservado.

Limpeza

O acúmulo excessivo de água sobre os tacos pode causar infiltrações entre o assoalho e o cimento, o que, posteriormente, provoca o estufamento dos tacos, a aparição de manchas e até o descolamento e o apodrecimento da madeira. Por isso, evite jogar água diretamente no piso. "A cada dois dias, se possível, utilize uma vassoura com cerdas macias para limpar o piso e passe um pano umedecido com água. Não aplique produtos químicos, como removedores, desengordurantes e desinfetantes, nem ceras domésticas vendidas em supermercados. Eles comprometem a ação protetora e estética da resina", aponta Wiliam Marques, diretor da Embralimp, empresa especializada em diversos tipos de limpeza.

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Os cuidados diários são necessários e garantem a conservação do brilho e das características protetoras da resina. Assim, vale aumentar a frequência da limpeza de acordo com o movimento de pessoas em cada local. Corredores, por exemplo, têm maior circulação e podem acumular mais pó. Nunca utilize água em excesso na limpeza. Isso pode fazer com que os tacos empenem, descolem ou fiquem com manchas escuras. "Já para remover as sujeiras mais incrustadas, recorra a produtos específicos para pisos de madeira, feitos por empresas fabricantes de resinas. Além disso, eles renovam o brilho e disfarçam os riscos", ressalta Gerson Tognasini, consultor de vendas da Assoalhos Espaço Felgueiras.

Lembre-se: se os pisos nunca receberam uma camada de resina, evite o pano úmido para não correr o risco de, com o tempo, ver os seus tacos estufarem. Água e ar Além de atentar para o excesso de água usada na limpeza, há outros aspectos importantes com os quais você precisa se preocupar. Independentemente dos cuidados com o piso, como a aplicação da resina, as infiltrações e os vazamentos também podem fazer com que os tacos empenem, descolem ou fiquem com manchas escuras nas bordas. Se esses problemas aparecerem, o ideal é procurar uma empresa especializada em instalação de pisos ou em assoalhos de madeira para contratar o serviço mais adequado às suas necessidades.

"A umidade do ar não afeta as propriedades da madeira. No entanto, a colocação de tapetes pode deixar a tonalidade dos tacos mais clara no espaço que foi coberto devido à oxidação da madeira", pontua Gerson. O sol pode ressecar a madeira, estufá-la ou fazer com que os tacos descolem. Por isso, evite a exposição durante muito tempo.

Exposição ao sol

O excesso de sol pode ressecar a madeira, estufá-la e fazer com que os tacos descolem. Mas somente em situações de exposição realmente exagerada. Se esse é o seu caso, a instalação de cortinas pode ajudar. De qualquer forma, fique atenta, pois "a resina não protege a madeira dos raios solares", ressalta Gerson.

Riscos e arranhões

Dicas simples, como aplicar protetores de feltro sob os pés de mesas, cadeiras e outros móveis; evitar o uso de cadeiras com rodinhas e evitar andar de salto alto sobre o piso, ajudam a evitar o aparecimento de riscos e arranhões. Tá na hora de trocar? Riscos, marcas, amassados profundos, desprendimento ou escurecimento dos tacos e da massa de calafetar (rejunte), além de aspecto envelhecido da resina, podem sinalizar que é hora de fazer uma reforma. Mas se o seu piso ainda é novo e você percebe problemas, não esqueça: muitas empresas fornecem garantia para reformas. Contate a companhia para uma averiguação e pergunte se é possível fazer apenas um retoque na resina ou pequenos reparos, evitando processos mais complexos.

Aplicação de resina

Em residências com pelo menos 15 anos, é normal encontrar pisos de tacos de madeira revestidos com resina formulada à base de formol e ureia, substâncias que retardavam a secagem e provocavam um odor muito forte no ambiente. Hoje, o mais indicado é a resina à base de água, que seca mais rapidamente e não exala odores.

Além disso, você pode escolher o grau de proteção ideal para a sua casa: moderada - para ambientes residenciais, com relativa circulação de pessoas; alta - indicada para locais de maior movimentação, como o salão de entrada de um edifício, ou que tenham crianças e animais; intensa - específica para lugares de grande circulação de pessoas, por exemplo, lojas e ambientes comerciais; muito intensa - usada em espaços de fluxo altíssimo de pessoas, como os corredores de um shopping.

Gerson Tognasini explica ainda que a durabilidade e a reaplicação da resina dependem de alguns fatores, como os cuidados que você tem ou a sua rotina em casa. "Geralmente, uma nova aplicação deve ser feita a cada 10 ou 15 anos, mas isso não é um padrão. Uma pessoa que mora sozinha, por exemplo, pode precisar de mais tempo até que a primeira reaplicação seja necessária, ao passo que, se ela tiver animais de estimação, como cachorros ou gatos, esse prazo tende a diminuir. O fato é que, ao optar por uma resina com nível muito intenso, é possível ganhar mais proteção e tempo antes de uma nova aplicação", conclui.

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