Multifuncional e pouco usado, biombo se apresenta de várias formas

O biombo na decoração é um curinga tanto em termos práticos quanto estéticos. Ele é valorizado na organização de qualquer espaço e pode ser usado até como cabeceira

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postado em 07/04/2016 10:00
Projeto destaca biombo espelhado - Projeto destaca biombo espelhado


Do japonês “byôbu”, biombo significa “anteparo”, uma espécie de painel de separação típico das residências japonesas. Sua origem está na China e foi importado para o Japão por volta do século 8, quando artesãos japoneses começaram a fazer seus próprios modelos influenciados pelos padrões chineses. Originalmente, os biombos serviam para proteger os ambientes das correntes de vento, mas ao longo dos anos eles evoluíram, ficaram mais sofisticados e assumiram novos papéis: decoração e separação de compartimentos.

No Ocidente, os biombos se popularizaram principalmente como objeto de decoração. Os tradicionais são feitos com papel washi (um papel especial, feito a partir de fibras dos arbustos kozo, gampi e mitsumata, produzido até hoje a mão utilizando técnicas milenares – mas há industrializado também para aplicação em restauração de livros e obras de arte, decoração etc., madeira fina ou bambu, folhas de ouro e pintados a mão e de maneira artesanal. São raros. Essas peças eram sinônimo de elegância, status e luxo. Às vezes, verdadeiras obras de arte. Modelos bem diferente dos mais comuns encontrados hoje no mercado, já que se apresentam em vários materiais, tamanhos e design, o que na verdade combina com a vida contemporânea: madeira, tecido (listra, flor, poá, escama de peixe, pied-de-poule etc.), grade, madeira, ferro, MDF cortado a laser, ripas, almofadados e muito mais.

Além da privacidade, uso do biombo destaca a decoração - Além da privacidade, uso do biombo destaca a decoração


Hoje, o biombo não é uma peça tão presente nas residências. Raros os clientes que pedem. Geralmente, ele é sugerido pelos profissionais. O biombo não serve só para dar privacidade e esconder algum canto indesejado. Ele é multifuncional. O arquiteto e designer Cioli Stancioli diz que não tem essa de estar ou não na moda, ser tendência ou não. Ao decorar a casa, o que importa é “usar o que se quer, mas de um jeito moderno e atual. A diferença está na forma de integrá-lo e, por segurança, com orientação de um profissional”.

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Cioli exalta o biombo não só pela privacidade, mas por proporcionar um corte no espaço, a passagem de um ambiente. “É um luxo e é lindo.” O arquiteto e designer criou para a Casa Cor 2012 um ambiente com clima dos anos 1920, com dois estilos de biombos. Um tradicional, em madeira, com pintura chinesa numa passagem, e outro como divisória, ao lado do bufê, todo espelhado. O impacto foi imediato.

Além da privacidade, uso do biombo destaca a decoração - Além da privacidade, uso do biombo destaca a decoração


VERSÁTIL Para Cioli, o biombo é tão versátil que se encaixa não só em vários ambientes, como pode se tornar simplesmente um objeto de arte e decoração, assumindo outra função. “Ele pode ser preso na parede e se transformar num painel, já que será maior que um quadro. Fica luxuoso atrás do sofá ou da cama, como cabeceira. Montado na forma de zigue-zague, no modelo de porta antiga estilo veneziana, pode separar a sala de jantar da sala de estar. É uma ótima ideia para um hall, ainda mais se for único. Enfim, não há limites.”

De acordo com Cioli Stancioli, a única preocupação é que o biombo não destoe do restante da decoração do ambiente. Precisa estar no contexto. “Não tem como num espaço rústico, com clima de fazenda, ter um modelo com tema chinês ou japonês. O ideal seria um barroco. Tudo depende do espaço e do que está sendo projetado.”



Tags: empreendimento vendas Lagoa Mansões Fase II Grupo EPO

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