Rochas ornamentais dão padrão estético e exclusivo à casa

Diversificadas no Brasil, rochas ornamentais podem ser aplicadas em quaisquer superfícies, pisos, paredes, ambientes internos e externos. Mercado oferece materiais clássicos e exóticos

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postado em 08/04/2016 10:03
Aplicada na cozinha americana, a roma imperiali pode ser usada polida ou em forma bruta - Brasigran/Divulgação Aplicada na cozinha americana, a roma imperiali pode ser usada polida ou em forma bruta


Terceiro exportador de granito do mundo, o Brasil se destaca por ser o país com a maior diversidade de rochas ornamentais entre os principais produtores mundiais, além de contar com uma das maiores reservas existentes. Os outros dois grandes produtores são a Turquia e a Itália, sendo que nenhum deles supera a variedade brasileira, que é resultado das características da nossa natureza, que forma rochas de coloração única. Levar essa diversidade e beleza para dentro de casa é um privilégio e sinônimo de bom gosto e feeling estético.

Denise Giestas, engenheira civil, diretora comercial na Revest Stone Design e conselheira do Sindirochas, atuando como representante das marmorarias, diz que as particularidades das rochas ornamentais são durabilidade, textura e composição dos materiais. “A granulometria é que diferencia os diversos materiais, como os mármores dos granitos, dos quartzitos e de outras rochas. Os granitos têm uma composição com bastante quartzo, diferente dos mármores, que não têm. O quartzo é o material que dá dureza. Uma das particularidades da rocha é que ela é única, é um material da natureza e, assim, é único para um projeto. Um cliente que contrata um arquiteto ou um designer terá projeto específico ao utilizar as rochas, já que são materiais exclusivos. Não é nada que você possa repetir. Cada material é um material.”

Quanto às tendências, a engenheira conta que antigamente se usava só o produto polido, mas há anos os projetos adotam materiais brutos, somente jateados com água. “E hoje a gente usa também o jateamento de areia, até por questões ambientais. O material bruto é jateado com água, em alta pressão, ou pode ser escovado, com escovas abrasivas. Há vários processos que diferenciam as texturas. Ao toque você percebe: um é polido, outro é liso. Se for totalmente bruto, jateado a água, é bem áspero. Se for escovado, dependendo do nível de escovação, tem certa rugosidade. Quando bruto, pode ser visualmente sem brilho, mas pode-se chegar ao ponto em que o material tem rugosidade e um leve polimento.”

Na sala de estar, o branco desirée é sinônimo de bom gosto e feeling estético - Brasigran/Divulgação Na sala de estar, o branco desirée é sinônimo de bom gosto e feeling estético


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Além de belas, as rochas ornamentais são práticas e duráveis. Denise explica que as rochas naturais absorvem água e precisam ser tratadas. No entanto, podem ser usadas internamente, em fachadas e banheiros. Atualmente, os mármores, os quartzitos e o ônix são vistos com frequência em lavabos, salas de banho, hall de entrada de prédios. Ela lembra que as rochas são tão valorizadas, que, em apartamentos para venda e lançamentos, o granito é um item primordial para mostrar elegância, classe e sofisticação. “Na verdade, granito é um termo genérico, vamos dizer assim, porque rocha não é só granito, é o mármore, o quartzito, a pedra portuguesa etc., mas, de uma maneira geral, as pessoas tendem a falar 'granito'.”

Denise afirma que a arquitetura contemporânea está preferindo as pedras sem polimento. “Havia uma dificuldade de aceitação por parte do consumidor, acostumado com a peça brilhante, de fácil limpeza. Agora, os arquitetos apresentam um produto diferente, com inovação seja na renovação de material ou na forma de uso. As cozinhas chamam a atenção por apostar em materiais exóticos. Geralmente, são quartzitos, que têm dureza maior que os granitos. E, devidamente tratados, podem ser usados.”

Bancada de cozinha com a rocha via láctea cria um ambiente imponente - Brasigran/Divulgação Bancada de cozinha com a rocha via láctea cria um ambiente imponente


PREÇO A engenheira reforça que, como são materiais provenientes da natureza, eles apresentam veios, manchas, diferença de tonalidade e de coloração numa mesma chapa. “Clientes, arquitetos e designers precisam ter essa consciência. Há materiais, inclusive importados, com trincas que são preenchidas com resina (são resinados por trás e colocadas telas para estruturação do material). As trincas e as fissuras fazem parte da estruturação do material e esse aspecto é o que dá beleza.” Denise enfatiza que muitos acham que os próprios veios são defeitos e, na verdade, “são o que valoriza e que dá sentido único ao material”.

Como a arquitetura e o design são muito explorados atualmente e se fala muito em indústria criativa, Denise diz que as rochas ornamentais estão sendo usadas de forma diferentes, deixando o projeto exclusivo. “Já não se ilumina uma peça inteira, mas o detalhe. Outra tendência é fazer desenhos na peça para utilizar a chapa inteira, usar o polido e o não polido ao mesmo tempo.Hoje, há designers cujo foco é fazer produtos diferenciados nas rochas.” Quanto ao preço, Denise diz que há porcelanatos mais caros que granitos. “O leque de valores é grande, porque há granitos abundantes na natureza que têm preço baixo, mas com qualidade. Há opção de escolha.”

De 16 a 19 deste mês, em Vitória (ES), ocorreu a 41ª edição da maior feira de rochas ornamentais da América Latina. Profissionais do setor conheceram pedras diferenciadas, suas aplicabilidades e novos maquinários. E com tanta variedade, fica complicado escolher, já que há as clássicas, comuns, as principais, as exóticas e superexóticas.

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