Os oito hábitos para uma casa segura

Ter um sistema de segurança não é suficiente para evitar situações desconfortáveis como furtos e assaltos; veja como se precaver e aumentar a segurança doméstica de forma efetiva

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postado em 13/09/2016 17:53


Infelizmente a sensação de insegurança tem se feito presente no nosso cotidiano e, cada vez mais as pessoas têm buscado meios de se sentir protegidas dentro de suas próprias casas. Os casos de roubo a residência estão entre os crimes que mais crescem no Distrito Federal: de acordo com dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do DF, houve um aumento de 58,7% de janeiro a maio deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, saindo de 259 para 411 casos registrados. Neste cenário, é importante conhecer as medidas de segurança indicadas para se proteger e se precaver de situações assim. Leia abaixo, oito dicas para aumentar a segurança doméstica de forma efetiva.

1) Conheça os vários tipos de sistemas e seus prós e contras.
Saiba mais sobre alguns dos sistemas mais comuns de proteção de residências:

Cercas eletrificadas: são barreiras que usam o choque elétrico para impedir que as pessoas entrem em propriedade privada. Embora possa dar a aparência de proteção, elas podem ser cortadas ou danificadas com relativa facilidade. Além disso, têm como desvantagem o fato de que podem acabar prejudicando e machucando animais, crianças e também pessoas que não conseguirem enxergar os limites da cerca.

Ronda: a ronda é um sistema de segurança residencial que costuma ser feito por um ou mais profissionais de uma empresa contratada, para que verifiquem se tudo está bem nos arredores de uma casa ou vizinhança. Ela pode ser feita a pé ou de carro. Uma de suas vantagens é possibilitar uma vigilância externa e também inibir ladrões que por ventura estejam estudando o local para futuros roubos. A desvantagem é que, caso a ronda tenha sempre os mesmos horários, os ladrões podem acabar descobrindo e encontrar formas de burlá-la.

Circuito fechado de TV (CFTV ou CCTV): é um sistema que capta e distribui sinais provenientes de câmeras de monitoramento instaladas em locais específicos. Entre os equipamentos utilizados nesse sistema estão câmeras, caixas de proteção para as câmeras, cúpulas para ocultar câmeras, monitores de vídeo time lapse, multiplexadores (permitem a visualização de todas as câmeras em uma só tela). O maior benefício é a possibilidade de reconhecimento, que desestimula ações de furtos, roubos e arrombamentos, e permite identificação caso essas ações aconteçam. Contudo, caso os equipamentos não estejam bem protegidos, podem ser danificados. Além disso, se não houver uma vigia constante, as ações de ladrões podem ser notadas apenas posteriormente.

Monitoramento 24h: esse sistema de segurança residencial geralmente é composto pela instalação de central de alarme com botão de pânico silencioso. Quando o botão é acionado, a empresa contratada manda uma viatura ao local ou aciona a polícia. Embora esse sistema seja discreto e possa ser usado sem que os invasores percebam, caso não haja pessoas no momento ou não seja possível acionar o alarme, a invasão pode ocorrer.

Sistema de segurança residencial integrado: são sistemas que unem sensores, câmeras, sirenes e fechaduras em uma solução integrada, sendo gerenciados por uma única plataforma, e funcionam da seguinte maneira:

* Sensores: detectam abertura e fechamento de portas, movimento, vidro quebrado e imagens, enviando um sinal para a central de monitoramento ou painel de controle.
* Câmeras: internas e externas e com visão noturna, as câmeras de monitoramento permitem que você veja, de onde estiver, o que está acontecendo dentro e nos arredores de sua casa. Podem se conectar à internet, enviando imagens diretamente para central de monitoramento ou o smartphone do proprietário.
* Sirene: emite o sinal sonoro indicando uma presença ou invasão.
* Fechaduras eletrônicas: as fechaduras eletrônicas permitem que você abra ou tranque suas portas remotamente e também programe para funcionarem de acordo com sua necessidade, fornecendo uma senha de acesso para o uso de terceiros.

O sistema de segurança residencial integrado pode ser monitorado pelos próprios moradores remotamente, através de aplicativos para smatphones, tablets e computadores. Podem ainda ser integrados a outras soluções de automação residencial, como controle das luzes e do ar condicionado e tomadas inteligentes.



2) Busque a ajuda de um profissional
Segundo números da Associação Brasileira de Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), o mercado de sistemas de alarme cresce em torno de 10% todos os anos e essas tecnologias são cada vez mais procuradas pela população. Mas é importante saber que é preciso contratar um profissional habilitado em segurança residencial para fazer uma análise minuciosa e elaborar uma estrutura eficiente antes de adquirir os equipamentos, para não superdimensionar ou subdimensionar os aparelhos e as necessidades dos moradores. A avaliação considera fatores como vulnerabilidades do terreno, estilo de vida dos moradores e o orçamento disponível.



3) Proteja-se de dentro para fora

Quem quer começar a proteger a residência deve pensar em um sistema “in-out”, que prioriza a parte de dentro da casa até chegar ao limite do perímetro externo do terreno. Assim você tenta diminuir as vulnerabilidades mais próximas da sua família com sistemas mais sofisticados primeiro e depois vai alargando a cobertura. A segurança interna foca-se em sensores de movimento, sensores de imagens e câmeras de monitoramento. O próximo passo é a segurança dentro-fora, composta por sensores de arrombamento, instalados em todas as portas e janelas e que são acionados se abertos à força. A segurança externa consiste em barreiras infravermelhas, que, basicamente, são compostas por dois feixes de luz – um em diagonal e um em paralelo – próximos às portas e janelas de uma casa. Eles são acionados e emitem um sinal sonoro quando os dois são violados. Por fim, a segurança perimetral busca fazer a contenção de assaltantes no perímetro limite do terreno de uma casa. Nessa categoria entram muros e cercas (elétricas ou não).



4) Opte por sistemas com conexão independente
O mercado disponibiliza uma grande variedade de sistemas de monitoramento residenciais e é importante saber identificar qual é o mais adequado para a sua casa. Prefira sempre aqueles que possuem uma conexão independente e exclusiva com a internet aos mais tradicionais que são conectados a cabos de telefone ou redes domésticas de banda larga, que podem ser facilmente cortados ou apresentar problemas de conexão. Outro ponto importante é a possibilidade de acesso remoto, que permita ligar alarmes pelo celular, pois na pressa do dia a dia, muitas pessoas se esquecem de ativar a segurança ao sair de casa. Repare também se os aplicativos são intuitivos e se interagem com os sensores de forma rápida e fácil.



5) Abandone as chaves
Fechaduras que permitem o acesso sem necessidade de chaves ou cartões magnéticos são consideradas mais seguras, uma vez que não é possível fazer cópias do meio de entrada e todas as informações de passagens são registradas com cadastro de pessoas e horários. Existem três tipos de sistemas que funcionam desta forma: fechaduras eletrônicas, automatizadas e biométricas. As primeiras possuem um preço acessível e funcionam através de um dispositivo que pede uma senha para liberar o acesso. O segundo tipo funciona da mesma forma que o primeiro, porém permite acesso remoto às fechaduras, por meio de tablets e smartphones. As biométricas liberam a entrada através de impressões digitais, reconhecimentos faciais ou de retina e, por isso, sua probabilidade de falha é menor do que 0,001%, mas, por necessitarem de um scanner de alta qualidade, acabam sendo mais caras.



6) Invista em módulos de luz
Chegar em casa à noite, sozinho, principalmente quando a iluminação pública não é suficiente, é uma situação de extrema insegurança. Por isso, além de instalar alarmes na residência, vale a pena investir em módulos de luz para casa. Desta forma, há a opção de configurar as luzes da garagem para acenderem quando estiver perto de chegar em casa, seja remotamente, pelo smartphone, seja programando um horário fixo; e também, em situações de viagens, para que haja iluminação na casa somente em alguns horários, simulando a rotina de quando sua família está presente. Outro artefato interessante são os sensores de movimento, que captam a presença da pessoa através da temperatura corporal e acionam os sistemas de alarmes e as luzes do local quando há alguém no ambiente.



7) Crie hábitos de segurança
Ter um sistema de segurança não é suficiente para evitar situações desconfortáveis como furtos e assaltos, é preciso desenvolver algumas práticas de prevenção e precaução na rotina de entrar e sair de casa. Grande parte dos assaltos acontece quando uma pessoa está entrando ou saindo de casa porque, nesses momentos, os alarmes estão desligados. Para se manter seguro, verifique se há movimentações estranhas ou pessoas desconhecidas próximas à sua casa, portão ou garagem antes de sair. Fique alerta também para entregas ou prestadores de serviço não solicitados, feche todas as janelas ao sair e tente conhecer seus vizinhos. Uma dica é criar um grupo de WhatsApp ou até uma “polícia de bairro“, onde moradores se revezam em rondas. Ao chegar em casa, não demore para entrar. Esteja sempre com as chaves na mão quando chegar à porta ou ao portão.



8) Não caia na rotina
Criminosos costumam analisar a rotina de uma casa antes de assaltá-la. Observam em quais horários a casa fica vazia, se as pessoas costumam entrar sozinhas, quantas pessoas moram na casa e coisas assim. Se possível, mude a sua rotina de vez em quando para dificultar esse mapeamento. Evite também compartilhar informações sobre seu patrimônio, planejamento de férias ou rotinas com desconhecidos. Esses detalhes podem fazer a diferença entre a sua casa ser ou não um alvo.

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