Estudo revela aumento de 164% no número de incêndios em prédios comerciais

De acordo com o levantamento, o porcentual se concentra nos dados do primeiro semestre de 2013 e avaliou registros de incidentes em todo o país

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postado em 20/01/2014 08:00 / atualizado em 20/01/2014 13:42 CorreioWeb /Lugar Certo
Em agosto de 2013, um incêndio de grandes proporções dentro do Shopping Top Mall, em Taguatinga, interditou as lojas do local - Marcelo Ferreira/CB/D.A Press Em agosto de 2013, um incêndio de grandes proporções dentro do Shopping Top Mall, em Taguatinga, interditou as lojas do local

Dados divulgados coletados pelo Instituto Sprinkler Brasil (ISB) constataram aumento na quantidade de incêndios estruturais em todo o Brasil. Os focos acontecem em locais como prédios industriais e comerciais, galpões, escolas, hospitais e hotéis. A maioria dos casos virou notícia no primeiro semestre de 2013. Na comparação com o mesmo período de 2012, o número se torna alarmante: houve um aumento de 164% – um salto de 240 para 634 incêndios – na média mensal, foram 105,6 ocorrências, contra 40 do ano anterior.

Para Ilan Pacheco, especialista em engenharia de incêndio e diretor corporativo do grupo ICS, empresa que atua no mercado de prevenção a esses incidentes em empreendimentos, o problema está nas normas reguladoras adotadas no Brasil. “A principal questão é que a Norma Brasileira Regulamentadora (NBR) é, em sua maioria, ineficaz, e a legislação nacional permite que os prédios atendam apenas aos requisitos mínimos para serem autorizados a funcionar”, explica Pacheco.

Outra constatação feita pela pesquisa é que, nos primeiros seis meses de 2013, houve ao menos um incêndio estrutural em cada estado brasileiro, sendo que Roraima e Amapá tiveram uma ocorrência cada, enquanto São Paulo e Minas Gerais lideram a lista, respectivamente com 127 e 73 incidentes com foco de fogo. “Em nosso país, ainda não há uma padronização federal da legislação para liberação e fiscalização dos empreendimentos, pois o órgão responsável por tais atividades é o Corpo de Bombeiros, ou seja, uma entidade estadual. Unificar nossas normas e torná-las mais rígidas são duas medidas necessárias para diminuir a incidência de incêndios”, destaca o diretor da ICS Engenharia.

Para o especialista, as tragédias chamam a atenção por conta da quantidade de vítimas e, consequentemente, despertam a atenção da mídia nacional para o tema. “A boate Kiss é apenas um exemplo da falta de rigidez na fiscalização, uma vez que a liberação para o funcionamento de estabelecimentos se dá sem a checagem necessária, sem que o projeto seja analisado rigorosamente. Infelizmente, foram necessários 242 mortos e 123 feridos para que as autoridades desviassem o foco ao sistema anti-incêndio das edificações, porém muito, mas muito mesmo, ainda tem de ser feito”, finaliza Ilan Pacheco.

Tags: cor

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