Empresários da construção planejam investimentos superiores aos de 2013

Mesmo assim, investidores mantêm certa cautela diante das incertezas na economia em ano de Copa do Mundo

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postado em 05/03/2014 08:03 / atualizado em 28/02/2014 17:29 Paula Takahashi /Estado de Minas
Balanço do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais revela alta no índice que apura as perspectivas para construções imobiliária - Construtora Celi/Divulgação Balanço do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais revela alta no índice que apura as perspectivas para construções imobiliária

Mesmo diante das incertezas que pairam sobre um dos anos mais atípicos do calendário brasileiro, os empresários da construção civil demonstram otimismo quanto à reação do mercado frente a 2013, ainda que permeado por uma certa cautela. Amparados no crédito farto, taxa de desemprego nos menores patamares da história, crescimento da renda do trabalhador e na previsão de aquecimento da economia nacional, vários empreendedores do ramo planejam investimentos superiores aos do ano passado.

Segundo balanço do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), o índice que apura as perspectivas para a construção de novos empreendimentos e registrou alta em dezembro de 2013 na comparação com o mês anterior, o que revela otimismo para novos lançamentos. “O nosso crescimento ocorre em bases saudáveis e sustentáveis, como o crédito criterioso e bancos salutares. Portanto, vamos continuar em expansão”, garante Ieda Vasconcelos, assessora econômica do Sinduscon e economista do banco de dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC).

Na Patrimar, os números surpreendentes de 2013 foram termômetro para manter o otimismo em 2014. “Tínhamos uma expectativa de que ano passado o mercado seria retraído e desconfiado, mas isso não ocorreu. Colocamos oito empreendimentos no mercado. Desses, quatro tiveram todas as unidades vendidas ainda na fase de lançamento”, conta Lucas Couto, diretor comercial e de marketing da Patrimar.

O resultado foi crescimento de 15% em relação a 2012. Em 2014, o número de unidades residenciais lançadas deve ser duas vezes maior que em 2013, somando 1,6 mil apartamentos, além de 25 mil metros quadrados de área comercial, contra 10 mil no ano passado. “Estamos com o pé no chão, mas confiantes de que será um bom ano para o mercado imobiliário”, reconhece Lucas.

Quem também esperava reação diferente do mercado era o Grupo Vitória da União. “Assustou muito o setor, mas tivemos sim aumento real de vendas de 35% em relação a 2012. Esperamos repetir o mesmo percentual em 2014”, antecipa Jader Nassif, diretor jurídico da empresa. Para alcançar essa cifra, são estimados quatro lançamentos, sendo dois deles em Sete Lagoas, um em Pedro Leopoldo e outro em Divinópolis. “No total, vamos investir R$ 32 milhões em infraestrutura para a implantação de loteamentos. O que vemos é um mercado muito saudável e promissor”, garante Jader.

Perspectiva compartilhada pela MRV, que cravou elevação de 27% nas vendas no ano passado frente a 2012. “Mesmo com Copa e eleição, esperamos que 2014 seja ainda melhor. As concessões de aeroportos e rodovias devem movimentar a economia, assim como as demandas do governo em período eleitoral”, avalia Rodrigo Resende, diretor comercial e de marketing da MRV. O crescimento deve ser baseado no desempenho de cidades de médio e pequeno portes, áreas onde a construtora tem intensificado sua atuação. “O Brasil que cresce é o Brasil do interior”, garante Rodrigo.

Com cautela e disposta a esperar a reação do mercado imobiliário, a MIP Edificações fechou 2013 com investimentos de R$ 80 milhões. “Para 2014, temos algumas previsões de lançamento para condomínios e loteamentos, além de um edifício comercial. Hoje, contamos com quatro empreendimentos em operação”, afirma Jamille Sad Barra, gerente de marketing da MIP Edificações.

Alta generalizada

O índice de expansão foi ainda mais surpreendente na Somattos Engenharia, que fechou 2013 com aumento de vendas de 50%. “O último trimestre do ano foi para nós melhor do que o mesmo período de 2012, o que reflete o início de um ano melhor em 2014”, avalia o gerente de vendas Aurélio Rezende. Com previsão de investir R$ 200 milhões em quatro lançamentos, a EPO também não vê tempo ruim e calcula elevação de 15% no volume de vendas até o encerramento do ano. “Ainda há outros dois grandes projetos em fase de aprovação que, se liberados ainda este ano, devem ser lançados também. Com isso, o investimento dobra”, afirma Marcelo.

Tags: plantas

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