Demanda por móveis planejados aumenta e estimula profissionalização do setor

Diante da procura crescente por peças sob medida, estabelecimentos especializados se capacitam cada vez mais para atrair o público atento às novidades

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postado em 17/03/2014 08:00 / atualizado em 10/03/2014 14:11 Paula Takahashi /Estado de Minas

Beneficiados diretamente pelos anos de ouro da construção civil, negócios voltados para o fornecimento de móveis planejados continuam em alta. Isso porque a maior parte dos empreendimentos lançados no auge da expansão imobiliária, entre 2010 e 2011, vem sendo entregue desde meados do ano passado e está pronta para ganhar a cara do futuro morador. A personalização está entre as grandes vantagens dos armários sob medida e tem sido o principal mote para atrair um público cada vez mais exigente.

Diante de um mercado promissor, o número de estabelecimentos voltados para atender essa demanda multiplicou-se. Em funcionamento desde 1975, o Comércio de Modulados Kerley viu a concorrência ficar acirrada nos últimos anos. “Atualmente, há muita disputa nesse mercado e temos que lidar diretamente com negócios informais, que têm custos reduzidos e conseguem jogar os preços para baixo”, avalia Kerley Alves, proprietário e segunda geração de administradores da empresa.


Por isso, vale o alerta: para sobreviver nesse ramo, não há espaço para amadorismo. “O mercado está se profissionalizando cada vez mais. Várias grandes fábricas estão abrindo lojas próprias, franquias e concessionárias em todo o Brasil”, afirma Patrícia Hauck, sócia-proprietária da Predilecta. “Além disso, as marcenarias estão se preparando para atuar nesse campo mais competitivo e qualificado, comprando equipamentos, capacitando equipes e investindo em marcas e marketing para se aproximar cada vez mais do comprador dos imóveis no mercado imobiliário. Esse é o cenário em que atuamos”, acrescenta.

Aberta desde novembro do ano passado, a Predilecta foi fruto de muito planejamento. “Depois de quase um ano de análise, desenvolvimento de plano de negócio e principalmente namoro com a CelMar, fábrica que está a mais de 60 anos no mercado e é uma das primeiras a entrar no negócio de mobiliário sob medida, decidimos pelo início das atividades”, afirma Patrícia. Com investimento inicial de R$ 1 milhão, a empresa já trabalha com plano de expansão para os próximos cinco anos. “Nosso planejamento contempla a abertura de mais nove lojas da Predilecta e duas da CelMar no mercado mineiro, nos próximos cinco anos”, antecipa Patrícia.

Mapear todas as etapas do desenvolvimento do negócio é visto pela empresária como uma das melhores alternativas para minimizar os riscos e buscar novas oportunidades. “Agora, o que vai diferenciar uma marca de outra, um fabricante de outro, um vendedor de um simples atendente e até mesmo a execução de um trabalho de produção e montagem é o nível de serviço e a atenção dada ao consumidor, que está cada vez mais esclarecido, exigente e conhecedor de seus direitos”, reconhece.

Antes de entrar de cabeça no ramo, é importante ter em conta se a produção será própria ou terceirizada, como é o caso da Predilecta, que conta com o fornecimento da CelMar. “Se o empreendedor pensa em montar a fábrica, terá custos com maquinário, que podem chegar a R$ 200 mil, se considerarmos a aquisição de equipamentos de corte, filetamento de borda e furadeira para furos sequenciais. Isso é o mínimo necessário”, orienta Kerley. Se o negócio for muito pequeno, é possível começar com maquinário básico, que não deve exigir investimentos superiores a R$ 50 mil.

Mas é preciso colocar na ponta do lápis os prós e contras de investir na cadeia como um todo, começando desde a fabricação até a montagem. “O material humano está muito escasso. A mão de obra, portanto, é uma das principais dificuldades de montar uma linha de produção atualmente”, alerta Kerley. Sem pessoal qualificado, corre-se o risco de comprometer os prazos de entrega e a qualidade do produto. Sem contar o investimento mais elevado, inclusive, com a necessidade de aluguel ou aquisição de galpão. Por outro lado, ganha-se na personalização do produto e, consequentemente, da marca.

“Se a intenção for terceirizar, é preciso verificar o registro da empresa nos órgãos competentes e sua idoneidade. No entorno de Belo Horizonte, o que não faltam hoje são opções de fornecedores”, afirma Kerley. Há oito anos no mercado, a Cort Plac é uma dessas empresas e se especializou na oferta de placas de MDF cortadas para as lojas. “Vimos que havia uma demanda. Quem estava no mercado, em geral, fornecia as placas de MDF inteiras e os marceneiros tinham todo o trabalho de cortar, o que demanda maquinário próprio”, explica Josimar Ferraz Silveira, sócio-proprietário da Cort Plac.

Com cinco máquinas dedicadas a corte e acabamento, a empresa fez aporte de R$ 1 milhão para atender as exigências de cada um dos 40 a 50 clientes fiéis. “Já ampliamos o galpão duas vezes e renovamos as máquinas. Nosso último investimento foi em um software, que é instalado na loja do cliente e permite que seja realizado todo o projeto, orçamento do material e entrada do pedido”, afirma Josimar. Mais um exemplo de como esse ramo está empenhado na profissionalização e agilidade na execução dos serviços.

Tags: projetos

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