Ascensão do setor imobiliário impulsiona o mercado de decoração

Sensível a alta da construção civil e do setor imobiliário, o mercado de decoração vive um momento de crescimento

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postado em 06/10/2014 08:12 / atualizado em 06/10/2014 11:29
Pegando carona no bom desempenho da construção civil e do setor imobiliário, o mercado de decoração vem nos últimos anos em franco crescimento e ainda despertando o interesse de consumo em públicos que antes não movimentavam o segmento. Dados do Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do Ibope Inteligência, aponta que apenas em itens de cama, mesa e banho, os brasileiros devem gastar neste ano cerca de R$ 10,05 bilhões em produtos, o que equivale a um gasto de R$ 59,05 por habitante no ano, 6% a mais do que 2013. De acordo com especialistas, a ascensão da classe C tem sido um dos motivos do aumento da demanda das empresas que fazem parte do setor. Segundo a mesma pesquisa do Pyxis, a nova classe média possui o maior potencial de consumo, correspondendo a 54% dos domicílios e respondendo por 42% desses gastos, o que resulta em cerca de R$ 4,20 bilhões. Na sequência, o índice aponta a B com um consumo estimado em R$ 3,90 bilhões, 39% do total projetado para o ano.
A arquiteta afirma que os resultados do setor é sensível ao rendimento do mercado imobiliário e construtivo  - A arquiteta afirma que os resultados do setor é sensível ao rendimento do mercado imobiliário e construtivo
Segundo a gerente de compras da Jurandir Pires, Érica Pacheco, 30% das vendas da loja tem sido para o público C. Esse mês, a loja põe em prática a parceria com a Caixa Econômica Federal por meio do Móveiscard, linha de crédito para clientes do programa Minha Casa Minha Vida e para correntistas do banco. "Com o MovéisCard o cliente poderá parcelar em até 24 vezes o valor da compra, dando chance a pessoas que talvez não teriam condições de quitar uma dívida mensal alta", afirma. Para o economista e coordenador do curso de economia da Faculdade Boa Viagem, Antônio Pessoa, além da ascensão das classes e do aumento na construção civil, os novos hábitos da população também têm refletido no setor da decoração. "Com a rotina cada vez mais agitada, as pessoas passam pouco tempo em casa e, quando chegam, querem estar em um ambiente confortável e aconchegante", afirma. A arquiteta Dani Magero destaca ainda um outro motivo: "O querer receber bem os amigos e a família. Ninguém quer oferecer um almoço ou um jantar com a casa desorganizada e com uma estética feia." No entanto, mesmo com o crescimento dos últimos anos a arquiteta afirma que, por ter sido um ano bastante atípico, com Copa do Mundo e eleições, 2014 não obteve resultados similares aos anos anteriores. "Mas, dependendo das eleições, acredito que o desempenho dos anos anteriores volte a acontecer nos que vem, afinal uma boa fatia do mercado imobiliário procura por profissionais do ramo", completa.

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