Construções sustentáveis estão em alta mas dependem de legislação favorável

Pesquisas mostram cenário positivo, mas que não tem impulso suficiente em função das leis ambientais brasileiras

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postado em 13/10/2014 08:09 / atualizado em 13/10/2014 11:57 CorreioWeb /Lugar Certo
Reprodução/Internet


O Brasil é uma das nações mais avançadas em quantidade de construções sustentáveis. O país ocupa o terceiro lugar, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. O ranking é do Green Building Council (GBC). O esforço na direção dos edifícios verdes é cada vez maior em todo mundo. Atualmente, são mais de 140 mil edificações em processo de certificação, somando um bilhão de metros quadrados. Existem também 27 mil empresas que apoia este movimento, além de milhares de voluntários dedicados à causa.

Informações do GBC Brasil mostram um cenário de padronização dos conceitos de construção sustentável. Há uma crescente busca pela certificação por parte de prédios comerciais e industriais. Na visão da entidade, o momento é oportuno para um alinhamento com políticas públicas de incentivo nas esferas federal, estadual e municipal. Além da disseminação desses conceitos no âmbito dos empreendimentos residenciais. As soluções são diversas, como a captação, armazenamento e uso da água das chuvas e redução do consumo de energia, com melhores condições de luminosidade natural, lâmpadas de baixo consumo e aparelhos eletrodomésticos econômicos.

O Governo Federal também realiza ações para estimular programas sustentáveis. O Ministério do Meio Ambiente disponibiliza cursos pela internet sobre procedimentos que podem ser adotados para adequar os prédios públicos. Além disso, o programa Minha Casa, Minha Vida estabelece a obrigatoriedade do uso de energia solar em todos os novos empreendimentos. Legislações estaduais e municipais também vão estabelecendo medidas alinhadas ao conceito de sustentabilidade. "Por outro lado, a legislação ambiental brasileira é restritiva. Isso porque quase todos os projetos urbanísticos, arquitetônicos, residenciais, hoteleiros, empresariais ou até mesmo bairros planejados, que são um avanço em termos de sustentabilidade, já nascem estigmatizados pela má intenção contra ecossistemas e biomas", comentaLuiz Augusto Pereira de Almeida diretor de uma construtora que investe em edifícios sustentáveis.

De acordo com Luiz Augusto, a aprovação ambiental de projetos é lenta e muito burocratizada. Até mesmo empreendimentos emblemáticos quanto à sustentabilidade, aprovados, licenciados e que já receberam prêmios nacionais e internacionais nessa área, são judicialmente impedidos de conclusão, sob justificativas que não resistem à análise lógica e à comparação com questões semelhantes nos países desenvolvidos.

"Em outros países, se constroem hotéis e outros empreendimentos em áreas de preservação ecológica. Isso porque os projetos alinhados à preservação e à economia de energia e água, inclusive contribuindo para a proteção da área. Além disso, geram empregos, renda e arrecadação pública", finaliza.
 
Fonte: Luiz Augusto Pereira de Almeida

Tags: sistema

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