Cobertura com manta reflexiva é melhor do que o telhado verde

Análise de ecoeficiência comprovou que o desempenho econômico e ambiental da manta reflexiva é melhor para residências

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postado em 17/02/2015 08:16 / atualizado em 13/02/2015 16:24
Em teste desenvolvido pela Fundação Espaço Eco, o cool roof, ou manta reflexiva, mostrou-se boa para cobrir telhados - Reprodução da internet-4/2/15 Em teste desenvolvido pela Fundação Espaço Eco, o cool roof, ou manta reflexiva, mostrou-se boa para cobrir telhados


A manta reflexiva, e não o telhado verde que leva a bandeira no nome, é a alternativa mais ecoeficiente para residências. A Fundação Espaço Eco (FEE), um centro de excelência em socioecoeficência, comparou três alternativas de coberturas de telhados para residências: o de cerâmica, o telhado verde e a cobertura com manta reflexiva, também chamada, em inglês, de cool roof. O objetivo foi verificar a alternativa com melhor equilíbrio entre desempenho econômico e ambiental para cobrir uma área útil de 63,5 metros quadrados de um imóvel, mantendo uma temperatura interna de 24 graus, por 30 anos. A análise de ecoeficiência que comparou processos e produtos foi baseada na Avaliação de Ciclo de Vida (NBR ISO 14040), da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

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Base para telhado verde em fibra de coco - Eduardo Almeida/RA Studio-6/7/10 Base para telhado verde em fibra de coco
Os resultados demonstraram que a cobertura com manta reflexiva é a mais ecoeficiente por sua propriedade refletiva. O desempenho ambiental no isolamento térmico é melhor, já que o calor transmitido por radiação não é absorvido pela cobertura da casa, reduzindo o consumo de energia elétrica para seu resfriamento e mantendo o conforto térmico interno. A alternativa também foi melhor no aspecto econômico pelo baixo custo de instalação, manutenção e operação, pois reduz o consumo de energia elétrica. Segundo Juliana Silva, coordenadora de socioecoeficiência da FEE e responsável pelo estudo, estima-se que 25% da área de uma grande cidade seja ocupada por telhados, mas não há dados da frequência desses três tipos de coberturas no Brasil.

A ideia agora é ajudar na busca por soluções mais sustentáveis, com uma melhor climatização de ambientes, minimizando os impactos causados pelo fenômeno das chamadas ilhas de calor, que afeta as grandes metrópoles. Com o uso excessivo do concreto, redução das áreas verdes e concentração de edifícios, é maior a retenção de calor. “Em um país tropical, temos que estar atentos ao conforto térmico e evitar o uso desnecessário do ar-condicionado com a utilização da opção adequada de telhado. O consumidor deve ficar atento para verificar aquela que, de fato, oferece o melhor resultado de acordo com seus hábitos de consumo”, afirma Emiliano Graziano, gerente de socioecoeficiência da Fundação Espaço Eco.

Para chegar a esse telhado, foi usada uma análise dos impactos ambientais desde a extração dos recursos naturais até a produção das coberturas e desmontagem. O telhado verde apresenta um melhor desempenho econômico e ambiental com relação ao telhado de cerâmica, mas não mais que o cool roof. Os impactos ambientais associados ao telhado verde nas categorias consumo de energia, emissões, acidentes e doenças ocupacionais foram determinantes para prejudicar seu desempenho com relação à cobertura com manta. Isso porque as mantas necessárias para o isolamento e impermeabilização do sistema do telhado verde são provenientes de petroquímicas, acarretando maiores impactos no meio ambiente.

O telhado de cerâmica é o menos ecoeficiente pelo fato de ter o maior custo de instalação e manutenção, e seu desempenho em uso da terra e toxicidade é também o mais impactante. No estudo, foram feitos cenários para avaliar quais os principais aspectos em que são necessárias melhorias para o desempenho do telhado verde em relação à manta reflexiva. “O cenário que teve maior destaque foi o telhado verde com redução na manutenção, uma vez que no estudo consideramos periodicidade de manutenção equivalente à de um campo gramado. Uma outra possibilidade seria considerar a revalorização dos resíduos de poda para compostagem”, explica Juliana.

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