Construção de Brasília é tema de exposição que homenageia Lúcio Costa

Fotos, croquis e fragmentos de textos do projeto, da construção e dos primeiros anos da cidade chama a atenção de quem passa pelo Conjunto Nacional. A mostra faz parte das comemorações pelo aniversário de Lucio Costa

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postado em 03/03/2015 15:58 / atualizado em 03/03/2015 16:14 Roberta Pinheiro /Correio Braziliense
Igreja Nossa Senhora de Fátima, a Igrejinha, na 108 Sul, e poucas construções ao redor - Mario Fontenelle/Arquivo Público/D.A Press Igreja Nossa Senhora de Fátima, a Igrejinha, na 108 Sul, e poucas construções ao redor


Um simples passeio no primeiro shopping de Brasília, o Conjunto Nacional, leva os brasilienses natos e os que cresceram na capital a rever uma cidade ainda não habitada: dos primeiros traços do urbanista Lucio Costa às fotografias aéreas das tesourinhas e da construção da Esplanada dos Ministérios. O material faz parte da exposição Brasília, a cidade que inventei, criada em homenagem ao urbanista, que completaria 113 anos na última sexta-feira, 27 de fevereiro. Exposta no primeiro piso do centro de compras, a exibição permanece em cartaz até 10 de março.

Em 1957, Lucio Costa venceu o concurso do projeto para a nova capital do Brasil. Mesmo contrariando algumas normas da disputa, ele venceu com quase 100% de aprovação. A mostra ilustra com fotografias, fragmentos de texto e croquis o Relatório do Plano Piloto, documento de autoria do urbanista que conquistou Juscelino Kubitschek. “Tudo o que diz respeito à história de Brasília me interessa. Conheci todas as capitais do Brasil. O que mais gosto daqui é sua magia. Como um lugar sem indústria pôde crescer?”, questionou o advogado Ricardo Guedes, 56 anos. Ele nasceu em Recife e veio para a cidade em 1979 a passeio. Mas se encantou pelo Planalto Central. Para o advogado, nomes como JK, Lucio Costa, Bernardo Sayão e Oscar Niemeyer são heróis visionários. “Nos anos 1950, era um projeto de uma cidade moderna e é impressionante como até hoje ela continua sendo assim”, afirmou.

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O primeiro marco, aquele denominado de Zero, nasceu do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos cruzando-se em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz. Esse é o início da nova capital. Essa, entre outras explicações, sobre os objetivos e as ideias do urbanista e arquiteto ao idealizar o Plano Piloto estão presentes na exposição. Ao todo, são 30 peças dispostas no primeiro piso do centro comercial.

Clareira aberta no local onde seria construída a Praça dos Três Poderes - Antônio Fontenelli/Novacap Clareira aberta no local onde seria construída a Praça dos Três Poderes


A artesã Meire Ribeiro, 31 anos, esperava no shopping para buscar a filha na escola quando se surpreendeu com as fotos de Brasília nos primeiros anos de vida. “O formato é o que mais acho interessante. Quando visitamos outros lugares com uma arquitetura mais antiga, parece que vivemos em outro país. Aqui, é tudo limpo e sóbrio”, comentou, olhando para um dos retratos. Meire mora na cidade há mais de 20 anos. Ela já tinha visto imagens antigas, mas nunca como as expostas no Conjunto Nacional. “É muito diferente do que é hoje.”

A diferença, sobretudo, no trânsito da cidade foi um dos aspectos que mais chamou a atenção do aviador Jorge Costa, 56 anos. Ele aterrissou em Brasília aos 14 anos, vindo do Rio de Janeiro, e foi morar na 303 Sul. “Naquela época, um carro passava a cada 15 minutos no Eixão. A cidade cresceu muito.” As fotos fizeram Jorge relembrar dos tempos em que vivia como um brasiliense nato. “É fantástico”, descreveu o aviador, que também é um amante da fotografia.

Restauração

Antes de chegar ao Conjunto Nacional, o material ficou dois anos em cartaz no Panteão da Pátria, mas passou quatro anos fora de circulação. Após um processo de revitalização, o acervo volta a ser exposto e está à disposição ao público. O shopping Conjunto Nacional foi o responsável pelo restauro do material histórico.

Serviço
Brasília, a Cidade que Inventei
Até 10 de março, das 10h às 22h
Shopping Conjunto Nacional de Brasília,
Ala Norte – 1º piso, no Setor de Diversões Norte
Entrada franca

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