Iphan lança o livro Projetos para Brasília com debate sobre os 55 anos da capital federal

A publicação analisa as curvas e formas intrigantes do projeto urbanístico inovador da arquitetura modernista no Brasil

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postado em 20/04/2015 08:15 / atualizado em 18/04/2015 08:02 CorreioWeb /Lugar Certo
Um dos mais expressivos conjuntos urbanísticos produzidos pelo homem moderno, atualmente Patrimônio Cultural da Humanidade, é o principal tema do livro Projetos para Brasília 1927-1957, que será lançado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em São Paulo, no dia 25 de abril, em evento gratuito e aberto ao público.

Divulgação
O Museu da Casa Brasileira (MCB), Instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, sediará o lançamento que tem início às 10h30, e contará ainda com uma mesa redonda para debater o tema Brasília e a Cultura Urbanística, mediada pelo diretor do Departamento de Articulação e Fomento do Iphan, Luiz Philippe Peres Torelly, com a participação dos arquitetos do Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (IAU-SP) Sarah Feldman e Carlos Roberto Monteiro de Andrade e do arquiteto Abílio Guerra, diretor do site Vitruvius.

A publicação de Jeferson Tavares, resultado de sua pesquisa de mestrado no Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP São Carlos, em 2004, analisa tanto as curvas e formas intrigantes do projeto urbanístico inovador do pioneiro da arquitetura modernista no Brasil e vencedor do Concurso do Plano Piloto de Brasília, Lucio Costa, como também os outros 26 projetos participantes. O livro aborda ainda, com riqueza e profundidade, as origens das ideias e conceitos do ponto de vista histórico, político e urbanístico que influenciaram a localização e configuração urbana de Brasília.

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A pesquisa de Jeferson Tavares já havia sido destacada no MCB, durante o cinquentenário de Brasília, em 2010. Na ocasião, foi realizada a exposição “Outros Planos: Brasília”, que permitiu a visualização de uma síntese das soluções apresentadas para o Plano Piloto da cidade, além da compreensão da parcialidade do júri em selecionar projetos com filiações modernistas. “Essa seleção permite que nos aproximemos das decisões do júri, compreendendo, assim, que a eleição dos finalistas esteve diretamente atrelada aos preceitos da vanguarda urbanística da época, ligada ao Movimento Moderno, embora a contribuição dos projetos vá além desses preceitos”, afirmou Jeferson Tavares à época. “Outros Planos” sugere um olhar sobre a realidade urbana brasileira da primeira metade do século 20, cujas soluções – esquecidas ou ignoradas – ainda podem nos ensinar através de erros e acertos”.

O Superintendente do Iphan-DF, Carlos Madson, autor da apresentação do livro, descreve a como Brasília como uma cidade incomum, “que adquiriu notoriedade e importância por sua trajetória evolutiva não em virtude de algum acontecimento singular ocorrido em seu espaço, como em tantas outras cidades do mundo. Ao contrário, a concepção urbana singular (...), a idealização de uma nova capital para o país desejoso de ser moderno e autônomo, bem como a epopeia da construção em pouco mais de três anos é que a tornaram uma cidade histórica”.

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