Realidade em NY, Londres e Paris, chega ao Brasil tendência dos microapartamentos

Imóveis funcionais e planejados aparecem como um modelo compacto para viver

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postado em 09/06/2015 12:19 / atualizado em 09/06/2015 12:30 Lilian Monteiro /Estado de Minas
Daniel Pereira/Divulgação


Lançamentos imobiliários trazem para Minas novo jeito de viver das grandes metrópoles: espaços compactos, bem localizados, funcionais e planejados. A designer de interiores Maria Lúcia Machado, especialista em design e cultura visual e mestre em design de produção de interiores, explica que não é uma cena pontual. “A realidade do cenário imobiliário no Brasil atualmente aponta para investimentos com áreas compactas que variam entre 18 metros quadrados (m²) para apartamentos de um quarto a no máximo 85m² a 90m² para apartamentos de três quartos.”

A onda dos microapartamentos, com metragens entre 18m² e 35m² para um quarto, é tendência por aqui, assim como já é realidade em metrópoles como Nova York, Londres e Paris. Autora do premiado livro Interiores no Brasil, a influência portuguesa no espaço doméstico, Maria Lúcia diz que essa mudança é impulsionada pelo alto custo do metro quadrado nos grandes centros urbanos. “Um maior número de moradores por edificação viabiliza habitações nas áreas mais cobiçadas. Mas é uma das faces do novo perfil da população brasileira. Há mais divorciados e solteiros, e os casais têm poucos ou nenhum filho. Os idosos estão trocando seus grandes apartamentos e casas por moradias menores e mais centrais.”

Maria Lúcia revela que o valor desses imóveis varia de acordo com a metragem. “Uma pesquisa feita com corretores mineiros aponta que o metro quadrado em regiões mais valorizadas, como Savassi, Lourdes e Funcionários, varia de R$ 12 mil a R$ 15 mil. Em média, os imóveis custam entre R$ 350 mil e R$ 1,2 milhão por unidade. São moradias de alto luxo que incluem desde piscinas climatizadas até spa, espaço gourmet, home-office, salão de beleza, academia completa, bicicletário, bar lounge, solarium, entre outros.” A designer lembra ainda que outro diferencial são os sistemas de segurança e serviços pay per use. “Comodidades inclusas no condomínio como manobrista, arrumação básica dos quartos, concierge e lavanderia. Entre os sistemas de segurança, apresentam lobby com antecâmara, segurança e controle de acesso 24 horas.”

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Designer do escritório MLM Interiores, Maria Lúcia diz que as residências compactas passaram por várias fases nas grandes cidades brasileiras. Em linhas gerais, fizeram sucesso as quitinetes, os conjuntos habitacionais como o JK em Belo Horizonte e o Copan em São Paulo, os apart-hotéis ou flats (como são mais conhecidos hoje), os lofts e, agora, a novidade são os microapês ou apartamentos compactos. “Há quem defina esse movimento como a miniaturização dos apartamentos.”

Maria Lúcia conta que o público para essa tipologia de imóveis é exigente, a maior parte entre 25 e 35 anos e em plena ascensão profissional. Outra faixa etária inclui os de 65 a 85 anos. “São apartamentos que se subdividem em áreas social, íntima e de serviços, e o diferencial está na integração dos espaços. As salas de estar e de jantar e a cozinha formam um único ambiente. As varandas, fechadas com cortinas de vidros, são anexadas à área de estar. A cozinha americana deixa de ser um mero espaço de serviços e se integra à sala por meio de um balcão ou mesa de refeições. A área de serviço se restringe a um tanque e lavadora de roupa. O banheiro de empregada transforma-se em lavabo, louçaria ou pode acomodar armários para produtos e utensílios de limpeza.”

Arquitetos e decoradores pensam em soluções para aproveitar cada espaço do imóvel, seja na cozinha, no escritório e também no banheiro - Daniel Pereira/Divulgação Arquitetos e decoradores pensam em soluções para aproveitar cada espaço do imóvel, seja na cozinha, no escritório e também no banheiro


DECORAÇÃO

Maria Lúcia diz que o planejamento na hora de decorar requer cuidado. Ela salienta que, para funcionar bem, a presença do profissional é fundamental. “São projetos que precisam de briefing e de personalização para acomodar os desejos e as necessidades do cliente. A disposição dos móveis, a proporção do mobiliário, os revestimentos e palheta de cores, os armários... É um detalhamento primoroso.” Ela explica que cada ambiente tem de ser criteriosamente pensado e estudado seguindo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), nos quesitos de ergonomia, acessibilidade, especificação de mobiliário e revestimentos. “Desenvolvemos o projeto avaliando e orientando o que vale a pena abrir mão e o que é possível fazer para ganhar mais espaço. Conhecer as próprias prioridades e usar o design de interiores a favor do conforto.”

Para Maria Lúcia, os erros mais comuns são as escolhas nas dimensões dos móveis. Muitas vezes os clientes fazem compras sozinhos e assustam quando as peças chegam. “É importante considerar a proporção do mobiliário. E não e só a dimensão que interfere. Muitas vezes um sofá até cabe no espaço, mas traz a sensação de que está inadequado ou desproporcional. Outra dica diz respeito à altura dos assentos para sofás, poltronas de complemento e cadeiras de jantar. O usuário deve encostar e apoiar os pés no piso ao assentar. É preciso estar atento às camas de casal, já que hoje são maiores que o padrão convencional de 1.40m x 1.90m, os modelos variam de 1.60m a 2m de largura chegando até 2.20m de comprimento, são as famosas camas King Size ou Queen que os jovens adoram…” Quanto aos armários de cozinha e de roupas, ela diz que o desconforto é o acesso às prateleiras e nichos muito altos. “Procuramos projetar armários acessíveis e nas cozinhas quanto mais gavetas e gavetões melhor. As gavetas substituem prateleiras mais baixas facilitando sua utilização.”

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