Com vários atrativos, ecomadeira ganha adeptos e agrada quem quer cuidar da natureza

Produto fabricado a partir do lixo reaproveitado tem maior vida útil, não necessita de manutenção, é bem atraente, e tem vasta aplicação na arquitetura e no design de interiores

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postado em 13/07/2015 10:06 Ludymilla Sá
A ecomadeira tem boa indicação em deques, revestimento de paredes externas e móveis - Luciana Machado/Divulgação A ecomadeira tem boa indicação em deques, revestimento de paredes externas e móveis


Para quem gosta de um ambiente rústico em casa, a utilização da ecomadeira é uma alternativa ao uso da madeira natural em época de sustentabilidade. Proveniente de fontes renováveis, a madeira plástica, quando comparada aos similares sintéticos, apresenta baixo custo e uso reduzido de instrumentos para seu processamento. Além disso, tem uma estética atrativa, vida útil superior a qualquer outro material no mercado e impermeabilidade. Também tem a possibilidade de ficar exposta a condições climáticas extremas sem alteração de suas características. Em razão disso, tem ganhado muitos adeptos e fãs.

Segundo Gabriela Borges, sócia-proprietária da Ecoblock, empresa pioneira na fabricação da madeira biossintética no Brasil, a substituição da madeira natural pela ecológica propicia duplo efeito na atual tendência de minimização dos efeitos da emissão de gás carbônico na atmosfera. “Vimos esse produto no exterior e trouxemos essa tecnologia para cá, mas ela foi adaptada para a realidade brasileira, em que as pessoas não separam o lixo. Utilizamos o lixo in natura, industrial e doméstico. Ele, em si, é a nossa matéria-prima. Uma tonelada de lixo vira uma tonelada de madeira. Nossa responsabilidade ambiental é altíssima. Ajudamos a retirar o lixo dos aterros, evitando que ele chegue até lá.”

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Patrícia atenta ainda para a importância do custo/benefício do produto. “No primeiro ano, quando você compara com a madeira natural, a ecomadeira é um pouco mais cara, mas não necessita de manutenção. Não tem problema com mofo porque é impermeável, por exemplo. É um bom produto para quem tem planta na área externa, quem tem cachorro. Não lasca e é antiderrapante.”

Luciana Machado/Divulgação


Arquiteta e urbanista, Luciana Machado é adepta do produto, principalmente pelo baixo impacto ambiental. “É fabricado a partir de fibras descartadas pela indústria, entre elas a do agronegócio, alimentícias, farmacêuticas, automotivas e siderúrgicas. Apesar de ser um produto plástico, sua produção permite a redução de um volume considerável de resíduos que iriam parar nos aterros sanitários. Segundo o fabricante em Minas Gerais, além de ser 100% reciclado, é um produto reciclável e essa é uma das grandes vantagens, pois o material plástico leva cerca de 450 anos para se decompor no meio ambiente. Outra grande vantagem desse produto é que não há consumo de água na sua fabricação”, aponta.

O produto passou a fazer parte do rol de indicações da arquiteta depois de testar sua utilização na decoração do terraço do apartamento da irmã. “Visitei a fábrica, em Belo Horizonte, e pude verificar o processo de fabricação, que é bastante interessante. Nesse dia, havia acabado de chegar um caminhão de fraldas descartáveis que não passaram pelo teste de qualidade do fabricante e estavam lá para ser reaproveitadas como matéria-prima da madeira plástica.Propus a uma das minhas irmãs adquirir peças da madeira plástica para fabricação de bancos para o terraço do seu apartamento. Ela topou e fui atrás de um marceneiro para executar o serviço.” Além de bancos, Luciana usou a madeira na fabricação de deques, em fechamento de guarda-corpos, fazendo o acabamento em testeiras de coberturas leves e em revestimento de paredes externas. “A ecomadeira é de fácil manuseio e tem manual de utilização. Os resultados foram satisfatórios.”

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