Oferta de uma vaga a mais para guardar carros é um dos diferenciais dos imóveis de três quartos

Crise econômica favorece os apartamentos de dois quartos em relação aos de três, mas os imóveis maiores ainda têm importantes vantagens que pesam na decisão do comprador

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postado em 21/07/2015 09:52 / atualizado em 27/07/2015 11:56 Carolina Cotta /Estado de Minas
Divulgação


Se os apartamentos de um quarto são uma tendência, os de dois cabem no bolso da maioria e os de quatro quartos pouco sofrem com a crise, cabendo aos residenciais de três dormitórios reunir diferenciais suficientes para conquistar potenciais compradores. Seu concorrente no mercado são os apartamentos menores e, por isso mesmo, mais baratos. Mas o que faz o comprador apertar o orçamento e fechar acordo com um imóvel com três e não apenas dois quartos?

Para Guilherme Diamante, diretor comercial e de marketing da Direcional Engenharia, não é fácil definir o público quando se olha apenas para o número de dormitórios de um residencial. Há apartamentos de dois quartos espaçosos, de 80 metros quadrados (m²), e apartamentos de três muito compactos, de 70m²”, ressalta. Então, não é só tamanho. Ambos são apartamentos “para famílias”, mas em estágios diferentes. O de três acaba atendendo casais ainda jovens, mas já com filhos. “Ou é o segundo imóvel, quando a família quer algo maior, ou é quando esse núcleo já constituído troca o aluguel pela casa própria”, explica.

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Fato é que no mercado imobiliário belo-horizontino esses dois tipos de residencial se alternam na preferência do comprador. Em 2011 e 2013, por exemplo, os de três dominaram os lançamentos. Mas até março deste ano, tinham sido comercializados 266 unidades de dois quartos, contra 196 de três. Os dados são da segunda edição da pesquisa da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi) em parceria com Geoimovel. Segundo a responsável pelo estudo, a arquiteta Claudia Bocchile, essa oscilação na preferência do público é natural. “Vi exemplos, no início do boom, em 2008, de pessoas que compraram imóveis de dois dormitórios em empreendimentos que também tinham três dormitórios trocar pela planta maior ainda durante as obras. Mas a economia estava melhor”, ressalta.

É, inclusive, comum nesse segmento, a oferta de plantas de tamanhos diferentes no mesmo empreendimento. A Direcional, que atua nessa faixa do mercado, tem muitos lançamentos com essas características, com produtos de dois ou três quartos, inclusive em uma mesma torre. Para Guilherme Diamante, um diferencial importante do três-quartos, e um dos definidores por esse tipo de imóvel, é a oferta de vagas de garagem. “Mesmo aquela família jovem, sem filhos, se tem condição, prefere ter duas vagas. Essa configuração da garagem representa até 50% na hora de decisão por um empreendimento ou outro”, afirma.

MAIS POPULAR

Segundo Cláudia Bocchile, com a falta de recursos e incertezas econômicas que afetam principalmente a classe média, as incorporadoras estão mais voltadas ao mercado popular. Isso significa mais empreendimentos compactos, de dois quartos, e menor oferta de três, foco em unidades de baixo custo (com valores inferiores a R$ 350 mil) e demanda grande. “É o tipo de empreendimento em que não é o comprador que escolhe. É a incorporadora que ‘decide’ se vai vender para João ou Maria, a partir da avaliação financeira da pessoa”, avisa.

Para os três-quartos, então, a tendência é de queda. “Já temos os quatro-quartos compactos, em que a maioria opta por retirar um dormitório para ampliar a sala. Muito das metragens maiores de 100m² são encontradas nessa alternativa. Isso era visto inclusive no boom. Agora, com a valorização imobiliária, o bolso ficou mais curto para uma parcela maior da classe média comprar um três-quartos”. O resultado é que as pessoas estão comprando o dois-quartos, garantindo a localização desejada. “Esse pessoal, que não conseguiu comprar o três-quartos durante o boom, pode fazer um upgrade conforme for quitando o imóvel e melhorando a condição financeira. Mas agora, a classe média está insegura para fazer um upgrade. Mercado para isso sempre vai ter, mas a ânsia por essa tipologia está mais retraída”, explica.

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