Instalações elétricas adequadas evitam acidentes

Fios protegidos e dentro das normas de segurança são fundamentais para evitar choques

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postado em 10/09/2015 11:41 / atualizado em 10/09/2015 11:43 Augusto Pio
O acidente com choque elétrico envolvendo uma adolescente de 13 anos ocorrido recentemente no Bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte, chamou a atenção para os cuidados com as manutenções e normas de segurança que devem ser adotadas em prédios e condomínios. A garota foi eletrocutada ao se apoiar na caixa de metal, em que fica a fiação de interfones, para abrir o portão do prédio onde residia com a família. O objeto, indevidamente energizado, provocou a passagem da corrente elétrica pelo corpo da vítima, que não resistiu.

Laura Dayrell/Divulgação - Breno Assis, presidente da Abrasip-MG, diz que, normalmente, os acidentes poderiam ser evitados com medidas simples Laura Dayrell/Divulgação


De acordo com o engenheiro eletricista Breno Assis, presidente da Associação Brasileira de Engenharia de Sistemas Prediais (Abrasip-MG), há dois tipos de exposição ao choque elétrico: o contato direto com partes “vivas” da instalação e o indireto, em que as pessoas ou animais tocam em massas submetidas à tensão por falha de isolamento. “Pelo fato de a energia ser ‘invisível’, os acidentes por contatos indiretos representam maior perigo e, normalmente, poderiam ser evitados com medidas simples, como o aterramento das massas e uso de dispositivos adequados para proteção, além de manutenções periódicas, uma vez que a isolação dos fios elétricos pode perder suas propriedades por problemas relativos ao envelhecimento, temperatura elevada, decapagem por vibração/atrito e ligações realizadas por pessoas não capacitadas.”

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Segundo o engenheiro, existem alguns itens considerados fundamentais no adequado dimensionamento das instalações elétricas, facilmente listados por um profissional qualificado, ou seja, um engenheiro eletricista. Esses são capazes de minimizar os riscos de choques elétricos, a exemplo da utilização de cabos elétricos alimentadores com dupla isolação, resistentes à umidade (caso do acidente com a garota, a caixa metálica em questão se encontra instalada em área externa, sobre um jardim), utilização do dispositivo diferencial-residual (DR) para a proteção contra choques no circuito alimentador dos componentes, além do uso de um invólucro apropriado dos componentes internos, com a devida classe de isolação adequada aos ambientes ou ao conhecimento das pessoas que o utilizarão, manusearão ou estarão expostas à sua influência.

NBR 5410 (Norma Técnica da ABNT para Instalações Elétricas de Baixa Tensão) dá subsídios para o dimensionamento e a especificação de equipamentos de proteção a serem adotados em uma edificação, com a finalidade de proteger pessoas e aparelhos dos surtos e descargas elétricas. “O que acaba permitindo que esses acidentes ocorram é o incrível senso comum de que tais medidas podem ser impunemente burladas, como ocorre com a maioria das leis que constituem o nosso país. Em hipótese alguma, massas ou partes condutivas acessíveis devem oferecer perigo, seja em condições normais, seja em particular, em caso de alguma falha que as torne acidentalmente energizadas”, diz Breno.

Algumas empresas oferecem soluções para garantir a segurança nas instalações elétricas prediais, como o caso da Lux, especializada na comercialização e montagem de conjuntos de medição modular, padrão de entrada de energia elétrica e quadro de distribuição centralizado. Os produtos seguem o padrão de agrupamento da TAF Indústria de Plásticos. Segundo o proprietário, Warley Mendes, as caixas e quadros de policarbonato ajudam a otimizar a montagem da parte elétrica das construções graças à redução de gastos com resíduos e mão de obra.

Como essas caixas são em material polimérico, trata-se de um equipamento mais seguro, ao contrário da caixa de aço, que, mesmo fechada, ainda tem eletricidade sendo conduzida. Outra vantagem é a redução de área ocupada. Nossas caixas diminuem entre 50% e 60% o espaço gasto com as medições. Com isso, o construtor gasta menos material e mão de obra.”

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