Artesanato pode imprimir estilo à decoração

Saiba como determinar o espaço e o estilo na hora de enfeitar a casa com peças que representam a cultura de vários povos

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postado em 26/08/2010 10:20 Júnia Leticia /Estado de Minas
Para a arquiteta de interiores Ana Flávia Mendonça, imprimir a personalidade dos donos do imóvel é fundamental nos projetos de decoração, sem que haja exageros  - Eduardo Almeida/RA Studio Para a arquiteta de interiores Ana Flávia Mendonça, imprimir a personalidade dos donos do imóvel é fundamental nos projetos de decoração, sem que haja exageros
26/08/2010 - O artesanato brasileiro é uma das grandes marcas da diversidade cultural do país. Em Minas Gerais, a influência do barroco e do rococó estão presentes na decoração de casas e apartamentos, seja na mobília ou em pequenos objetos que adornam paredes e móveis. Entretanto, diante de tantas opções que enchem os olhos, é preciso ter cuidado para harmonizar o ambiente. O primeiro passo para a escolha é a identificação do morador com o estilo da peça artesanal. Segundo a designer de interiores Andreza de Lucca Ozores, as pessoas costumam relacionar artesanato à produção manual de objetos pertencentes à cultura popular de uma determinada localidade, geralmente transferido de geração a geração. “Portanto, é preciso analisar com qual região o cliente se identifica e a quantidade de peças que serão usadas, antes de executar o projeto”, explica.

Para a arquiteta de interiores Ana Flávia Mendonça, antes de mais nada é preciso, também, conceber um estilo, dar um caráter ao projeto. Segundo ela, o que se faz hoje é buscar um conceito antes de preencher os espaços. “E a ideia está sempre muito ligada à personalidade do dono da casa, daquele que vai viver a decoração. Dessa forma, as tendências são vistas como pinceladas para demonstrar um estilo que é discutido entre clientes e arquitetos e decoradores”.

Depois da definição do projeto, essencial para evitar gastos desnecessários, é partir para a compra de móveis e adornos. E opções não faltam. Uma das alternativas para quem não quer gastar muito, de acordo com a designer de interiores Adriana Géo, é recorrer ao serviço de marcenarias caseiras. “Ou de artesãos que ainda não têm renome, mas que desenvolvem um trabalho com designer ergonômico”, ressalta.

Feiras livres e locais como o Mercado Central de Belo Horizonte também reúnem peças artesanais que enchem os olhos e agradam aos bolsos. “Existem mestres artesãos renomados que produzem objetos de alto valor, porém é possível encontrar em feiras de artesanato produtos feitos em maior escala ou com materiais de custo mais baixo, o que, geralmente, diminui o valor final das peças”, aconselha Andreza Ozores.

Outra opção é aliar o útil ao agradável e viajar pelo interior mineiro para garimpar as peças, como sugere a designer de interiores Jacqueline Melo. “A busca por móveis e objetos nas cidades do interior, especialmente aquelas localizadas no roteiro da Estrada Real, onde normalmente são criados, viabiliza muito o custo”.

Mas, se você está se perguntando como fazer para escolher os móveis ou objetos ideais para cada cômodo da casa, não se preocupe. Conforme a designer de interiores Andreza Ozores, não existe regra que determine o que e onde usar. “Porém, o bom senso sempre deve prevalecer”, adverte. Ela dá algumas dicas, de acordo com cada ambiente. Salas, varandas, jardins e áreas de convívio comportam o uso mais excessivo do artesanato, podendo, inclusive, misturar estilos. “Nos quartos, fica interessante usar rendas, crochê ou tricô nas colchas e almofadas, mas é necessária certa moderação nos objetos. A cozinha e a copa aceitam bem o artesanato mais irreverente e bem-humorado, além de objetos como colheres de pau, cestos, gamelas e tachos”.

Variedade
Para Ana Flávia Mendonça, cada ambiente apresenta suas peculiaridades. Para espaços externos, a sugestão da arquiteta de interiores são os móveis em fibras sintéticas, que, segundo ela, dão um toque natural, aconchegante e descontraído, além de serem de fácil manutenção. “Bambu, vime, junco, ráfia seagrass (uma palha litorânea trançada), ferro, madeira, mármore, latão, bronze, vidro e cerâmica são algumas opções de materiais disponíveis com os quais podem ser desenvolvidos diferentes produtos, como mobiliário, adornos e esculturas”, enumera.

Segundo a arquiteta de interiores, o que é sutil e elegante no projeto são o design, o material usado e as tendências que definem estilos, e nada pode ser pensado isoladamente. “Na hora de combinar móveis e objetos, tente duplas opostas, mas complementares, como mármore e madeira, metal e couro, alternando o quente e o frio, brilhante e o fosco, opaco e transparente”, sugere Ana Flávia.


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