Etnia por toda parte

Na terceira reportagem da série que mostra o lar de designers e empresários de moda, o joalheiro Antonio Henrique abre as portas da sua casa, onde a paixão pelo artesanato dos quatro cantos do mundo reina absoluta

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postado em 10/06/2013 13:49 Maria Júlia Lledó /Correio Braziliense
Antonio Henrique ao lado de uma das peças favoritas, do artista Siron Franco  - Marcelo Ferreira/CB/D.A Press Antonio Henrique ao lado de uma das peças favoritas, do artista Siron Franco
Imagine um pedaço do Oriente em um só lugar. Essa é a casa do designer de joias Antonio Henrique. Falou em tribos, peças artesanais e tapeçaria do outro lado do mundo, lá vai o designer pechinchar e trazer embaixo do braço — literalmente, em alguns casos — os objetos que o encantam na Índia, na China e na África. As mesmas curvas e formas da natureza que inspiram os artesãos responsáveis por tais peças inspiram o designer na criação de brincos e anéis. Por isso, Antonio Henrique gosta tanto de viajar mundo afora e conhecer novas paisagens, materiais e a produção cultural de diferentes povos. “Da mesma forma que garimpo pedras preciosas na Índia ou no Brasil, garimpo as peças que decoram minha casa. Essa diversidade de etnias me encanta”, declara.

Enquanto a casa revela formas discretas e cores claras, os objetos que vêm dos quatro cantos do planeta conferem aos quartos e salas cores vibrantes e texturas. Às vezes, até bom humor. Caso de um boneco africano “hermafrodita”, que ganhou lugar em cima de um sofá da sala. As grandes janelas e um jardim de inverno — projeto do próprio designer — combinam com o estilo rústico e étnico empregado na decoração. Além das peças artesanais, é possível se admirar, em cada canto, com uma coleção de obras de arte. Caso da enorme escultura de anta vermelha do artista contemporâneo Siron Franco, além de outras peças de design compradas por Antonio desde que tinha 18 anos.

Dos tempos em que morava em um pequeno apartamento em Amsterdã, o joalheiro recorda, aos risos, que para guardar os tapetes, na falta de espaço, sobrepunha um ao outro. Na época, ficava com pena por não dar a eles o espaço que mereciam. As coisas mudaram de volta a Brasília. E na espaçosa casa onde mora com o marido, pôde distribuí-los por diferentes ambientes. Cada qual preserva uma trama de histórias. Atento aos cantos onde opta pelo vazio, Antonio preza por pequenos móveis e santuários. Esses, espalhados pela residência, desvelam a espiritualidade do designer.

Como um autêntico explorador de heranças de civilizações antigas e de tribos longínquas, Antonio Henrique se orgulha de cada cocar, escultura e máscara que mantém e preserva como as mesmas pedras preciosas que lapida nas criações como designer de joias. Preciosidades que, ao contrário daquelas sobre as quais trabalha no ateliê, nem precisam de lapidação ou de retoques. Do jeito que são, e onde estão, encantam o anfitrião e todos aqueles para quem Antonio Henrique abre as portas.
 
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