Opulência arquitetônica de óperas vazias é registrada em projeto fotográfico

As imagens mostram a riqueza estrutural e estética de grandes teatros espalhados pelo mundo

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postado em 02/09/2013 08:01 / atualizado em 27/08/2013 11:47 Joana Gontijo /Lugar Certo
Ateneu Romeno, Bucareste - David Leventi/Divulgação Ateneu Romeno, Bucareste
 
 
Uma música soberana, cenários esmerados e imponentes, figurinos irretocáveis, e um tom de dramaticidade preponderante. Quem vai ao teatro assistir a uma grande ópera geralmente se depara com estes elementos, que caracterizam mais comumente este tipo de manifestação artística. Abrindo um novo ponto de vista sobre essas opulentas apresentações, um fotógrafo registrou este universo a partir do olhar observador do artista que está em cima do palco. No trabalho batizado Opera, David Leventi eleva ao patamar de ator principal, em imagens, um pormenor antes mais considerado um coadjuvante. Não as pessoas, nem a performance – nas óperas mostradas nas fotos, a arquitetura assume o papel central. E esta perspectiva se torna, certamente, tão profunda quanto as outras.

 
Em 2007, quando Leventi fotografou, em Bucareste, na Romênia, o Ateneu Romeno, o projeto começou quase que por obra do destino. Um detalhe é que esta é a única imagem que parte do fundo dos espectadores, e não pelo palco. Foi assim que o fotógrafo resolveu procurar e revelar esses locais magníficos. Na série, eles aparecem ecoando o vazio pujante da ópera antes ou depois de acontecer, quando a plateia não preenche seu lugar e os atores não estão em cena. Em destaque, apenas o esplendor arquitetônico pomposo dos teatros.

Opéra de Monte Carlo, Mônaco - David Leventi/Divulgação Opéra de Monte Carlo, Mônaco
 
 
Ao mesmo tempo em que realizava o projeto, Leventi continuava a percorrer um velho sonho de seu avô. Anton Gutman, propriamente dito, foi um célebre tenor dinamarquês que figurava por muitas vezes entre os artistas que atuavam nas grandes Óperas do Estado em Berlim e Viena. Foi, desde pequeno, ouvindo o avô cantar pelos corredores de casa que o fotógrafo adquiriu o gosto pela música clássica. A primeira vez que esteve em uma casa de ópera despertou em Leventi, assim, o desejo de levar Gutman a locais inesperados e desconhecidos para ele, através de seu trabalho.

Sem o auxílio de iluminação apropriada, além das já existentes nos teatros, e sem nenhum equipamento especial, a não ser uma antiga câmera 8x10, o fotógrafo apoiava a máquina exatamente no centro do palco, e iniciou um processo sistemático e incansável que gerou cliques incontáveis. Os registros de Leventi, documentos sobre a beleza epopéica da ópera também sobre o tablado, já alcançaram espaços históricos e consagrados pelo mundo, como o Teatro alla Scala de Milão, o Real Teatro di San Carlo em Nápoles e um dos mais antigos, o Palais Garnier em Paris.
 
Teatro Mariinsky, São Petersburgo  - David Leventi/Divulgação Teatro Mariinsky, São Petersburgo
 
Palais Garnier, Paris  - David Leventi/Divulgação Palais Garnier, Paris
 
Teatro Bolshoi, Moscou  - David Leventi/Divulgação Teatro Bolshoi, Moscou
 

Tags: arquitetos

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