Garimpar peças únicas em locais inusitados é alternativa na hora de decorar

Muitas vezes descartados, lugares como antiquário, topa tudo, cemitério dos azulejos e brechós podem revelar elementos que são verdadeiras joias para compor o lar

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postado em 08/10/2013 08:02 / atualizado em 24/09/2013 16:20 Lilian Monteiro /Estado de Minas

Divulgação/Henrique Queiroga
 

 

A casa precisa ter a identidade do dono. Nada como ter peças únicas, às vezes encontradas em lugares nada convencionais e até mesmo improváveis, como pela rua, numa caçamba de lixo. Se não tiver a sorte de esbarrar em algo inusitado por aí, a visita a um antiquário, topa tudo, cemitério de azulejos , feiras ou mesmo um brechó pode ser reveladora. A exigência é ter olhar apurado para descartar o velho do vintage, o legal do brega, o divertido e kitch do sem noção. Não é missão fácil. É preciso conhecer e saber o que procura para não cair na arapuca da compra errada. Criatividade é fundamental para explorar a beleza e a história que aquele objeto, adorno ou móvel carrega por anos. Enfim, garimpar peças em lugares especiais é superbacana, desde que saiba escolher o que levar para casa.


Se não tem ideia do que fazer, contrate um profissional da área para dar dicas e acompanhá-la. Ainda que tenha muita quinquilharia, que muitos lugares apostem mais em objetos comerciais e funcionais, com paciência é possível encontrar peças inéditas que vão fazer a diferença. Atenção com a qualidade e a mistura de estilo agregado a preço baixo, garimpar e pechinchar são investimentos para decorar sua casa de forma moderna.


A arquiteta Marina Dubal, do escritório Dad Arquitetura & Design, enfatiza que o exagero é grande risco do garimpo, por isso a importância de já tê-lo na concepção do projeto. “O excesso pode transformar o ambiente num museu ou deixá-lo temático. A regra básica é apostar numa peça-chave, que vai ficar num lugar estratégico. Precisa ser pontual, um detalhe, independentemente da peça, objeto, adorno ou móvel ter uma função ou ser apenas decorativo.” De cristais a pratas até engradado de bebidas, as opções são as mais variadas. Por isso, o cuidado. “Garrafas antigas servem de vasos, a vitrola é quase um móvel, o rádio é um adorno. Encontramos todo tipo de objeto, dos clássicos aos descolados. A orientação do profissional é importante porque um engradado de refrigerante não vai ficar bem do lado de um tapete persa. Se a decoração é clássica, a quebra na decoração, sempre bem-vinda, pode ir, por exemplo, para a cozinha gourmet, que não é tão rígida.”

Divulgação/Henrique Queiroga
Marina assegura que Belo Horizonte tem bons lugares para garimpar. No tradicional Bairro da Lagoinha, Região Nordeste de Belo Horizonte, a Rua Itapecerica é das mais famosas, já que concentra boa parte dos antiquários e lojas de móveis antigos da capital. Há ainda bons topa tudo com peças legais, como espelhos e móveis de pé palito. “Um espelho antigo fica lindo num lavabo. Um brinquedo de madeira de outra época vai ficar lúdico num quarto infantil. Há acessórios femininos, como abajur e cabides, que podem ser destaque no quarto ou mesmo, há peças tão bonitas, que podem ir parar na parede. Por isso, a necessidade de um olhar profissional para que o objeto da compra não se transforme em um elefante branco.”

A arquiteta ensina que a ideia de garimpar peças antigas é para misturar. “Valorizar o antigo e mesclar com herança de família. O contraste é interessante, a mistura é positiva, mas é bacana ter um estilo definido.” Marina lembra que, apesar de bacanas, tem muita coisa ruim no mercado e ofertas que devem ser descartadas. “Há peças que de tão parrudas pesam demais o ambiente, Outras têm um design que não agrega nada. Por outro lado, há móveis da década de 1950 e 1960 que são maravilhosos, como os de pé palito, com ar modernista que só vão valorizar o espaço e têm demanda porque incorporam personalidade, são de madeira maciça e trazem aconchego.”

Versáteis

Fernanda Freitas, arquiteta e sócia do escritório Izabel Souki Engenharia e Projetos, destaca a versatilidade. “Há peças que podemos usá-las de pronto ou transformá-las, com uma pintura, para criar uma imagem mais cool. É importante definir um canto da casa ou ponto comercial para exibi-la, um lugar de destaque. Se exagerar, o resultado não será o esperado. É preciso ponderar, programar seja um bancada antiga para o hall, peças avulsas de louças para decorar um aparador, uma bandeja de prata que vira porta-bebidas, trocar os puxadores do guarda-roupa, espelhos ou mesmo molduras que vão criar uma parede de quadros, copo e xícaras como lustres, enfim, basta ter imaginação. Hoje, tudo é moderno e vale inovar dentro do bom senso. Garimpar é ter um olhar transformador sem perder o toque pessoal, original diante de peças, na maioria das vezes, únicas.”

Divulgação/Henrique Queiroga
 

 

Para não errar na compra

» Compre de acordo com seu estilo, necessidade e gosto
» Móveis antigos costumam ser únicos, por isso vale investir
» Os preços variam, logo avalie o custo-benefício
» Leve em conta na hora de comprar móveis e artefatos de outras décadas, como raridade, valor histórico e estilo de uma época como art déco e art nouveau
» A demanda por determinados artigos influência no preço. Se uma novela é ambientada numa época com peças antigas, a procura aumenta
» Quanto mais antigo, mais valorizado. Fuja da réplica, que vale menos, e de peças velhas, bem diferente das antigas
» Detalhes que valorizam: gavetas do tipo malhete , entalhes profundos e minuciosos na madeira, riqueza de peças em bronze e pé palito
» Peças versáteis: cômodas, criados-mudos, cadeiras e aparadores

Tags: sustentabilidade

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