Policarbonato, vinil, acrílico e laqueado coloridos invadiram a decoração

Na forma de adornos ou de revestimento, eles combinam com ambientes clássicos e contemporâneos

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postado em 29/10/2013 08:03 / atualizado em 15/10/2013 13:17 Lilian Monteiro /Estado de Minas
O vinil pode ser usado como peça vinílica e adesivado, ampliando sua função - Divulgação/Jomar Bragança O vinil pode ser usado como peça vinílica e adesivado, ampliando sua função
 
 
A decoração se alimenta da moda. Às vezes, são os costureiros que se inspiram no design de interior. Nos anos 1960, os estilistas André Courrèges, Pierre Cardin e Paco Rabanne foram protagonistas da chamada era espacial na alta-costura, com coleções de vanguarda ao usar materiais impensáveis em roupas como acrílico, vinil, vidro e metal. Hoje, em pleno século 21, quatro materiais com ares retrô, mas que têm apelo pra lá de modernos, inspiram arquitetos e decoradores: policarbonato, vinil, acrílico e laqueado são estrelas de ambientes simples e sofisticados. Não importa se fizeram sucesso em épocas passadas. O que vale é saber incorporá-los no mundo contemporâneo de maneira harmônica e bonita. Os plastificados estão em alta e deixam qualquer ambiente divertido.

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Gisele Benícia, do escritório Gisele Benícia Arquitetura e Urbanismo, em Nova Lima, é fã desses materiais pela versatilidade. Ela considera que o acrílico é aposta certa como divisória. “Na casa ampla, com conceito de espaço aberto e conjugado, o cliente pode limitar ambientes com um painel de acrílico colorido. É o ideal.” A especialista lembra que o acrílico também assumiu o papel de adorno. “Ele pode substituir um vaso vermelho na forma de uma luminária gigante, da mesma cor e com efeito interessante.” As tonalidades mais usuais são azul, amarelo, vermelho, verde, marrom, além, claro, do transparente. O rosa é só para espaço infantil.

A arquiteta diz que existe no mercado acrílico fosco e translúcido, sendo o segundo mais utilizado para interferências. O primeiro não tem tanta saída, já que a opção é pelo vidro jateado. Gisele explica que o acrílico é prático, fácil de limpar (só passar pano úmido) e eclético (mistura com facilidade a outros estilos). “A casa clássica com um abajur azul anil vai retratar um ambiente colonial. Hoje, ele aparece no box e em cadeiras que funcionam como objeto moderno (a Louis Ghost, de Philippe Starck, ou algum modelo imitação da Luiz VX), e mesmo em portas-objetos. Tem ainda cubos acrílicos iluminados que ficam lindos como banquetas.” Uma ideia legal de Gisele é comprar uma placa de acrílico, fazer uma dobradura e usar como mesa de centro. “Suporta peso e não é cara. Vale o custo-benefício.”

Gisele recomenda o vinil para quem não quer gastar com pintura na parede, mas deseja uma intervenção diferente. “Ele pode retratar o couro, preenchendo a parede.” Ela explica que o vinil se apresenta de duas formas, como peça vinílica e adesivado, o que amplia sua função. “Se adorou a imagem de uma paisagem, ela pode ir parar na parede do quarto. É possível ainda montar mosaicos e frases. Outra opção legal é pegar a foto do casal em preto e branco, em seguida transformá-la em imagem pictográfica e depois mandar fazer um adesivo vinílico. Fica uma nuance linda. E custa R$ 100.” A arquiteta lembra ainda que o vinil pode estar presente na sala de jantar. Antes, o habitual era o aparador com um espelho grande. Hoje, atrás do aparador pode estar uma folhagem de vinil. “Outra ideia é numa sala com lustre clássico, preto ou de cristal, colocar num canto um arabesco adesivado em vinil.”
 
Cadeiras laqueadas em cores fortes compõem um visual divertido e descontraído - Divulgação/Deocleciano de Oliveira Cadeiras laqueadas em cores fortes compõem um visual divertido e descontraído
 
 
A febre de laquear móveis só aumenta. Ela se encaixa perfeitamente se a ideia é resgatar peças antigas, sentimentais, relíquias de família, objetos difíceis de desfazer. Branco, azul-colonial (anil), amarelo-ovo, vermelho e preto são as cores em alta. “É possível até laquear o vidro temperado do box. Fiz um projeto do banheiro todo em tons de bege, com bancada em mármore Carrara e detalhes das pastilhas e do box laqueado num vermelhão que ficou elegantérrimo.”

Na decoração, o policarbonato é ideal para divisórias e coberturas. Transparente, deixa passar a iluminação natural, é resistente, mais leve que vidro, tem proteção contra raios ultravioletas e vida útil longa. As telhas de policarbonato se encaixam em várias opções decorativas e podem ser usadas nas coberturas com formas e curvaturas sem emenda. Na cobertura de um apartamento que não pode ser fechada com material pesado, o policarbonato sustentado por uma estrutura metálica ou de alumínio (a ideal porque não oxida) é uma saída prática e bonita. Além do transparente, as cores mais pedidas são azul, verde e cinza, que substituiu o fumê. “Os quatro materiais são incríveis para trabalhar. O cuidado principal é não misturar. É importante escolher um para garantir a harmonia. O policarbonato não tem aceitação com o acrílico. Todos se encaixam em casas simples e elegantes. O importante é aproveitar o que há de novidade no mercado”, afirma Gisele.

Bom senso


Com 17 anos de atuação, o escritório Sathler+Camargo é comandado pelas designers Paola Camargo e Priscila Sathler, que fazem projetos com plastificados para residências e espaços comerciais. Priscila destaca a laca como grande artifício para dar cor a ambientes claros e leveza aos pesados. “E combina com o rústico, o antigo e o contemporâneo. Não gosto em espaço infantil por causa da durabilidade.”
 
Enquanto a laca dá cor aos ambientes claros, o acrílico é indicado para nichos e como detalhes - Divulgação/Jomar Bragança Enquanto a laca dá cor aos ambientes claros, o acrílico é indicado para nichos e como detalhes
 
 
Ela também aprova o acrílico, que indica para nichos e como detalhes. “Não aprovo como revestimento porque arranha com facilidade. É preciso cuidado.” Já o policarbonato, Priscila trabalha para fechar áreas, como no espaço gourmet, pela fácil manutenção e resistência. “O vinil é o que menos uso , mas há quem o coloque até na parede, na cabeceira.” No entanto, para a designer, o que vale na escolha do material é “questão de bom senso e bom gosto. Ele precisa ser bem-vindo no ambiente”.

Tags: trabalho

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