Animais invadem a decoração e embelezam a casa de maneira sofisticada

Estampas de onça, leopardo e tigre voltam a ser tendência em adornos, móveis e até no papel de parede

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postado em 01/11/2013 08:07 / atualizado em 01/11/2013 15:34
Jair Amaral/EM/D.A Press

 
A relação do homem com os animais é histórica. Como companhia, sustento, trabalho, esporte, diversão e também na decoração. Aliás, os bichos enfeitam e embelezam as casas desde a Idade Média. A referência como ornamento está sempre em voga, ainda que tenha períodos de baixa. Mas como na moda, é um clássico . É atemporal essa relação que se apresenta na estamparia e em objetos, seja em adornos, móveis e todo tipo de detalhe. O animal print é universal e leva para qualquer ambiente sofisticação. Desde que bem dosado.
 
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A desinger de interior Beth Nejm reforça que o uso de estampas de onça, leopardo, zebra, tigre ou mesmo ornamentos ou ainda pelos e peles não podem ser em excesso. “Assim como na moda, na decoração a escolha precisa ser pontual, como detalhe para ser valorizada. A preocupação é que a casa esteja bonita hoje e daqui a 10 anos. Além de ser caro, a ‘perua’ na decoração fica over e cansativo. Há liberdade para brincar com almofadas, por exemplo, que são trocadas facilmente.”

Beth recomenda a pele e o pelo de animais como luxos do momento. "A pele de ovelha ou zebra em pufes e poltronas dá um up grade. É um elemento bacana em qualquer ambiente. Pele e pelos naturais são sofisticados. Já a estampa é muito bem-vinda, principalmente aplicada sobre móveis como poltronas. Um pufe com pelo de boi não suja, é bacana e atemporal. Tem ainda as cabeças de animais em bronze e madeira, que são bonitas, fortes e causam impacto. Os bichos podem aparecer ainda em fotos e quadros."
Jair Amaral/EM/D.A Press

 
Quanto à mistura de bichos, Beth não é contra. Libera, desde que seja harmoniosa, com bom senso e bom gosto. Ela mesmo montou uma sala conjugada em que aparece tapete de zebra, poltrona com pelo de ovelha e sofá com almofada de onça. Um requinte só. A designer lembra ainda que almofadas com caras e poses de cães e gatos estão em alta e são engraçadas. “É o lado lúdico. E são indicadas para espaços infantis, jovens, descolados ou como um detalhe divertido.” A verdade, reforça Beth, é que “o animal na decoração demonstra o lado afetivo”.

Estilo

Jair Amaral/EM/D.A Press
Gisele Benícia, do escritório Gisele Benícia Arquitetura e Urbanismo, em Nova Lima, reforça que o importante é saber qual estilo se deseja dar ao ambiente: despojado, sério ou limpo. Depois, é hora de escolher o que será evidenciado e quais cores vão entrar. “Se gosta do contraste entre o preto e o branco, a pedida é a estampa safari de zebra conjugada com bastante branco, tons de cinza e preto. Se prefere tons pastel pode investir na estampa de tigres, que ao lado do marrom e do bege vai criar um cena homogênea e harmoniosa.”

Conforme a arquiteta, atualmente há vários recursos para o tema, além dos papéis de parede, adesivos, tecidos e adornos. “Para revestimento, as estampas em laminados e fórmicas são inovadoras. Mas há outras opções, como criar um painel em tecido de estampa e colocar numa parede lisa. Transformar aquela cadeira velha com um tecido zebrado nunca sai de moda. Tem também adesivos, recurso prático e barato. E ainda nichos de madeira que podem ser revestidos com papéis em estampas.”

Para não se perder na hora de usar o animal print, Gisele recomenda começar pelo quarto com tapetes passadeiras, abajures, adesivos e, principalmente, roupas de cama. “É necessário equilibrar de maneira que a peça decorada com a estampa dialogue com o seu entorno. Caso tenha um objeto que destoe totalmente, ele precisa ao menos fazer uma analogia com o ambiente, sendo um objeto de destaque.”

A arquiteta lembra que nesse estilo de decoração é preciso ter cuidado com a iluminação. “Para os quartos, a ideal é a controlada por dimmers. Nas salas, utilizamos as paralelas por meio de spots e a central com grandes luminárias embutidas no forro, seja de gesso ou outro material.” Para não poluir, Gisele aconselha não exagerar nas estampas, criar um ambiente com pouco mobiliário, para torná-lo prático e funcional e trabalhar o móvel conjugado para economizar nos adornos apostando numa peça-chave.  
 
Jair Amaral/EM/D.A Press

Tags: decoração

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