Famosos cobogós usados na arquitetura de Niemeyer invadem a decoração

Popularizado durante a década de 50, o elemento vazado usado por Oscar Niemeyer aparece como grande destaque na decoração de interiores, tanto na forma original quanto reinventado

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postado em 05/11/2013 08:08 / atualizado em 04/11/2013 17:45 CorreioWeb /Lugar Certo

Popularizados a partir da década de 50, os cobogós ganharam prestígio com as aplicações de Niemeyer em diversas construções na capital federal - Zuleika de Souza/CB/D.A Press Popularizados a partir da década de 50, os cobogós ganharam prestígio com as aplicações de Niemeyer em diversas construções na capital federal
 

 

Destaque na arquitetura de Brasília, os cobogós ganham releitura e se difundem pelo país como tendência na decoração de interiores. Popularizados a partir da década de 50, ganharam prestígio com as aplicações de Niemeyer e Lucio Costa em diversas construções na capital federal. Atualmente, profissionais da área usam as referências do elemento em tramas vazadas para trazer uma reinvenção contemporânea.


Os cobogós podem ser usados em qualquer ambiente, conferindo descontração e beleza aos projetos. Multifacetados, são eficazes na divisão de pequenos espaços, criando sensação de amplitude. Capazes de proporcionar leveza ao cômodo, otimizam a ventilação, além de funcionar como controle natural de luz, proporcionando uma visão de dentro pra fora, mas não o contrário.

 

Versátil, pode compor a decoração de áreas internas e externas, com maior aproveitamento em locais de incidência de luz, sendo possível redesenhá-la. A passagem de luz permite ainda, criar ambientes privativos sem construir uma barreira sóbria. Usados na forma original ou em releituras, são destaque na decoração retrô-chic. As tramas abertas em fendas podem ser encontradas em diversos materiais, como cerâmica, resina, acrílico, vidro, gesso, mármore e em diversos desenhos – como geométricos e florais.

 

Divulgação/Natacha Nascif e Juliana Couri
 

 

Em uma mostra de decoração realizada em uma casa projetada por Niemeyer em Minas Gerais, foram projetados espaços com cobogós em versões atualizadas. “O ambiente traz uma releitura das tramas vazadas, com cobogós maiores e desenho menos tradicional. Outro diferencial é a iluminação por trás, que transforma a bancada em uma grande luminária à noite”, afirma o arquiteto Júnior Piacesi.

Originalmente área de serviço, um ambiente da mostra foi projetado como sala de estar em apenas 17 metros quadrados. A composição de cobogós na parede branca, já presente na arquitetura da casa, confere amplitude e aconchego ao espaço estreito. “O cobogó é um elemento característico desta arquitetura dos anos 50 e, na sala foram mantidos a fim de proporcionar entrada de luz e ventilação natural”, explicam as arquitetas Natacha Nascif e Juliana Couri.

Tags: limpeza

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