Escritório de arquitetura cria rede de ciclovias inteligente

A iniciativa divide as ciclovias em grupos de cores, facilitando a localização do usuário da bicicleta

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postado em 30/04/2015 08:17 CorreioWeb /Lugar Certo


A partir do relevo e das características geográficas da cidade de Lisboa, o escritório de arquitetura e paisagismo BXLX criou um projeto que prevê a instalação de uma rede de ciclovias que segue um sistema lógico de caminhos e rotas reconhecíveis. A iniciativa “Lisboa Horizontal” também divide as vias em categorias de acordo com o nível de inclinação e assim mostra as melhores rotas para cada tipo de ciclista.

O projeto surgiu para atender uma necessidade do dono do escritório, Kobe Vanhaeren. Após se mudar para Lisboa, o arquiteto comprou uma bicicleta dobrável para fazer o trajeto entre casa e o local de trabalho, porém percebeu vários obstáculos. “Lisboa tem o trânsito caótico e principalmente orientado para o carro. Existem poucas ciclovias e a inclinação de muitas ruas torne andar de bicicleta um desafio”, explica. “Comecei a usar a bicicleta junto com o metro, principalmente para chegar aos pontos mais altos da cidade. Então, procurei as estradas mais planas, mas era análise intuitiva e esporádica”, completa

Somente em 2014, o escritório começou a catalogar inclinações de todas as ruas da capital portuguesa, para identificar se existem rotas mais niveladas na zona central. Uma equipe foi formada e, com base no estudo, um modelo 3D da cidade foi construído e se concluiu que grande parte das vias da cidade eram adequadas para todos os tipos de ciclistas. “Da análise de vias horizontais, percebemos a necessidade de uma organização sistemática dos caminhos que os ciclistas poderiam escolher, tornando-os reconhecíveis como rota principal para bicicletas”, diz Vanhaeren.

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Os responsáveis pela ideia também perceberam outra característica da própria cidade que poderia ajudar o desenvolvimento do projeto: as linhas de metrô. Segundo Kobe, a ligação surgiu de uma forma lógica, já que quase toda as estações de metro aparecem nas possíveis ciclovias horizontais. “.

Reprodução


Assim, a iniciativa divide as ciclovias em grupos de cores, facilitando a localização do usuário da bicicleta. “Qualquer pessoa encontrará permanentemente novas ciclovias na cidade, que, pela lógica das cores das rotas, fazem logo entender que, por exemplo, a Ciclovia Verde liga a zona do Cais do Sodre com Areeiro, onde podemos encontrar uma ligação com a ciclovia vermelha que liga a zona de Saldanha com a Ponte Vasco da Gama”, explica.

Outro ponto que Kobe chama atenção é que espaços delimitados e seguros são convidativos para pessoas que já utilizam a bicicleta como meio de transporte e para aqueles que vão passar a pedalar no dia a dia. “Acho que qualquer cidade devia organizar-se de tal forma para dar um lugar central à bicicleta, não só para o uso profissional, mas principalmente para o uso diário de cada cidadão”.

Hoje, o principal objetivo dos responsáveis do projeto é conseguir o apoio da Câmara Municipal de Lisboa. Porém, Kobe garante que o escritório está considerando a criação de um aplicativo de planejamento inteligente do deslocamento para ciclistas, baseado na base de dados do estudo. “Também estamos estudando rotas adicionais, fazendo análises que levam em conta a altura e distância das pistas, e trabalhamos numa classificação para as varias inclinações”.


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