Obras no Teatro Nacional enfrentam problemas técnicos para saírem do papel

O local está fechado desde fevereiro por decisão do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e o Corpo de Bombeiros

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postado em 24/03/2014 09:44
O projeto da reforma aguarda recomendações técnicas da Administração de Brasília e do Corpo de Bombeiros - Antônio Cunha/CB/D.A Press O projeto da reforma aguarda recomendações técnicas da Administração de Brasília e do Corpo de Bombeiros
 
 
Enquanto o edital de licitação para a reforma do Museu de Arte de Brasília (MAB) foi publicado na semana passada, o Teatro Nacional ainda aguarda laudos de aprovação do projeto executivo. Fechado desde fevereiro porque o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e o Corpo de Bombeiros consideraram que a deterioração das instalações era perigosa para os frequentadores, o teatro já tem um projeto básico de reforma pronto, mas aguarda as recomendações técnicas da Administração de Brasília e dos Bombeiros para ser concluído. No entanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido até o início das obras.

A complexidade da obra é um dos motivos do atraso. São 45 mil m² construídos em cortina de concreto, por isso é preciso ter um projeto detalhado e aprovado por todos os órgãos de defesa de patrimônio, defesa civil e segurança pública para dar início às obras. A estimativa da Secretaria de Cultura é que se gaste cerca de R$ 4 mil por metro quadrado. No total, a expectativa é que a obra fique em torno de R$ 180 milhões, mas esse valor pode mudar. A primeira versão do projeto básico — realizado pela Ismael Solé Associados, uma empresa do Rio Grande do Sul que projetou a Sala São Paulo, o Teatro São Pedro (Porto Alegre) e a Cidade da Música (Rio de Janeiro) — está pronta e já passou pela aprovação do Iphan. Falta agora o Corpo de Bombeiros, que apresentou uma lista de 112 especificações às quais o teatro precisaria atender para ter segurança, e a Administração de Brasília, que autoriza as obras na cidade.

O espaço entre as poltronas da Sala Villa-Lobos vai aumentar - Sérgio Amaral/CB/D.A Press O espaço entre as poltronas da Sala Villa-Lobos vai aumentar
 
 
De acordo com José Delvinei dos Santos, subsecretário do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural da Secretaria de Cultura, os prazos em relação à reforma do teatro precisam ser reconsiderados. “Todos eles já venceram”, admite. A secretaria não esperava que os órgãos que participam do detalhamento do projeto também tivessem prazos longos para devolver o documento com suas sugestões. O edital de licitação precisa ser publicado até 5 de junho, data limite permitida pela legislação em ano de eleição. Senão, o Teatro Nacional permanecerá fechado e sem reforma encaminhada. Vale lembrar que o Ministério Público também determinou a interdição do Museu de Arte de Brasília (MAB) em 2007 e, desde então,ele está fechado.

Entre as mudanças propostas pelo projeto básico, estão o afastamento das poltronas da Sala Villa-Lobos, uma exigência do público, a redução da quantidade de carpete e o acesso ao Espaço Dercy Gonçalves. Para aumentar a distância entre as poltronas, será necessário tirar três fileiras de cadeira, mas Delvinei garante que isso não reduzirá a capacidade de 1.407 lugares da Villa-Lobos. A cabine de som, localizada acima da plateia e considerada inapropiada por técnicos da área, vai funcionar como camarote. O carpete também será retirado das paredes e do chão da plateia, permanecendo apenas nos corredores, o que deve ajudar a melhorar a acústica da sala.

R$ 180 milhões

Valor aproximado da reforma do Teatro Nacional Claudio Santoro

Tags: imóveis

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