Construções que usam formas de alumínio para concretagem ganham em rapidez e produtividade

Esses tipos de sistemas construtivos são uma tendência neste momento em que a construção civil torna-se cada vez mais industrializada

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postado em 13/04/2015 16:29 / atualizado em 13/04/2015 16:35 Carolina Cotta /Estado de Minas
O sistema Lumifast é boa opção, principalmente para produções em série e padronizadas - SH/Divulgação O sistema Lumifast é boa opção, principalmente para produções em série e padronizadas


Uma casa de 42 metros quadrados (m²), com paredes de concreto, pronta em quatro dias e erguida com pouca mão de obra. Parece perfeito para a construção civil brasileira, onde ainda há escassez de profissionais especializados. E é uma boa opção, principalmente para produções em série e padronizadas, realidade dos conjuntos habitacionais populares, nos quais se ganha no volume de construções. Para o engenheiro civil Roberto Matosinhos, assessor técnico do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), tecnologias de construção como as formas de alumínio para paredes de concreto são uma tendência pela velocidade de execução e replicabilidade que permitem. “Essas soluções devem crescer porque a construção civil está se industrializando”, defende.

O Lumifast, sistema de formas predefinido para paredes de concreto em alumínio, da SH é um exemplo. Utiliza-se 40% menos mão de obra que a alvenaria estrutural, porque substitui blocos de alvenaria e elimina etapas de chapisco e reboco, reduzindo também custos e prazos. Estudos da empresa mostram ganho de até 85% na produtividade. Mas tanta facilidade demanda alto investimento inicial nos conjuntos de formas. Para Matosinhos, vale a pena para construtoras que atuam com edificações de baixa renda, nas quais imóveis precisam ter a mesma configuração para permitir a replicabilidade do sistema. Segundo o especialista, enquanto uma forma de madeira permite até 25 ciclos de concretagem, a forma metálica permite de 40 a 60 reutilizações. “Forma de madeira é um processo arcaico, muitas vezes não tem padronização e assim a qualidade de execução é menor”, diz.

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Segundo Luis Claudio Monteiro, diretor industrial da SH, dependendo da quantidade de unidades, uma casa popular no sistema Lumifast pode custar até 15% menos. Muito disso vem da velocidade de construção. Enquanto uma casa de alvenaria é erguida em cerca de 30 dias, a do sistema precisa de apenas quatro. Tanta agilidade é garantida pela rápida montagem das formas, que são numeradas. Elas vêm com vãos para janelas e portas, e solução técnica para embutir instalações elétricas e hidráulicas. Os painéis são montados sem necessidade de mão de obra especializada: quatro pessoas treinadas são capazes de erguer a estrutura da casa em um dia. A partir daí, é só concretar.

Já a parte elétrica é embutida no concreto e a parte hidráulica utiliza shafts, de acordo com a norma de desempenho que não admite embutir instalações hidráulicas em virtude da impossibilidade de dar manutenção. “O shaft permite que a tubulação hidráulica fique dentro da parede sem contato com o concreto”, explica Luis Claudio. A SH trabalha com formas para parede de concreto em alumínio desde 2009, com o Lumiform, mas até então esse era feito sob medida, de acordo com o projeto do cliente. Percebendo que pequenas e médias construtoras tinham dificuldade em definir um projeto ideal para esse método construtivo, a SH desenvolveu três projetos: casa, village (sobrado com quatro apartamentos geminados) e prédio (de até oito andares).

Os projetos incluem planejamento estrutural, arquitetônico, hidráulico e elétrico, as formas e acessórios básicos para a montagem. Apesar de pouco disseminada no país em projetos de casa, até porque não é uma indicação viável no caso de poucas unidades, a parede de concreto desempenha função estrutural e de vedação simultaneamente e atende às normas de desempenho NBR 15.575 quanto às especificações térmicas e acústicas. “O consumidor terá uma casa mais resistente, e o construtor ganha não só em velocidade, mas também economiza material. Trata-se de uma obra limpa, com menos desperdício, da própria forma e do concreto”, alerta.

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