Projeto arquitetônico brasileiro conquista prêmio internacional

O conceito arquitetônico das "Naves do Conhecimento" foi pensado para reduzir ao máximo os impactos ambientais

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postado em 16/04/2015 14:20 / atualizado em 16/04/2015 15:33 CorreioWeb /Lugar Certo
Reprodução/facebook


O projeto brasileiro “Nave do Conhecimento” foi o vencedor da categoria “Edifícios Públicos” do prêmio "Architizer A+ Awards", de Nova York. Concorrendo com outros quatro países, a iniciativa tem como objetivo disponibilizar para a população tecnologia e projetos educativos e foi escolhida por meio de votação popular.

O projeto foi uma iniciativa da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, através da RioUrbe. O principal objetivo era democratizar o uso de equipamentos de informática e comunicação. Com quase três anos de existência, as Naves já receberam mais de 1,5 milhão de visitas e cerca de 150 mil pessoas cadastradas, com mais de 14 mil alunos formados em seus vários cursos e oficinas nas áreas de Tecnologia da Informação e da Comunicação.

A arquitetura dos prédios do projeto conta com traços futurísticos com inspiração em objetos que flutuam.Com cerca de 450 m², as naves são compostas por espaços destinados à recepção, área de estudos, biblioteca digital, administração, sala de aula e sanitários.

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Hoje, a iniciativa conta com oito estruturas e é administrada pela Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia da cidade. Dentro dos prédios, são oferecidos cursos com o objetivo de disponibilizar a informação e educação através da tecnologia contemporânea de processamento de dados para a população carente.

Além disso, filmes e exposições também fazem parte da programação. O grande diferencial do espaço é que o conteúdo dessas atividades e, mesmo a tela dos terminais de computadores, podem ser projetados no “olho” da nave, um vidro de aproximadamente 15 metros quadrados que funciona como um telão na fachada.

Uma característica que chama atenção é que o conceito arquitetônico da iniciativa foi pensado para reduzir ao máximo os impactos ambientais. Segundo o arquiteto responsável pela obra, Dietmar Starke, pontos como sua forma, a tecnologia empregada e orientação solar potencializam a eficiência energética e reduzem o efeito estufa que provoca o aquecimento global

Um exemplo é a presença do telhado verde. Segundo Starke, a ferramenta contribui para a redução da temperatura interna e assim na redução do consumo e custo do ar condicionado. “As águas pluviais, coletadas no teto verde são canalizadas para a cisterna de reuso e sua posterior reutilização para a rega servem, também, como redutor das contribuições à rede pluvial”, acrescenta.

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