Construtoras com foco no primeiro imóvel facilitam condições para atrair clientes

Com atuação em 13 cidades do país, empresa faz residenciais para os que representam a maior parte da população: o brasileiro da classe C que deseja ser dono de seu lar, doce lar

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postado em 26/05/2015 08:01 Carolina Cotta /Estado de Minas
MRV/Divulgação


Belo Horizonte fechou 2014 com 19.924 apartamentos comercializados. Isso é 2,64% menos que em 2013, que, por sua vez, teve aumento de 10% em relação a 2012. Os dados da Pesquisa do Mercado Imobiliário em Belo Horizonte: Transações Imobiliárias, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), da Universidade Federal de Minas Gerais, revelam uma pequena oscilação no volume de transações imobiliárias registradas junto à Prefeitura de Belo Horizonte. E volume é o que conta quando se fala em imóvel popular.

Focada em primeiro imóvel, direcionado ao público jovem, que acaba de formar uma família, a MRV Engenharia tem, hoje, atuação em 130 cidades brasileiras, de metrópoles a localidades de pequeno e médio portes. A construtora faz imóveis para aqueles que representam a maior parcela da população, o brasileiro da classe C. Atua, portanto, no que podemos chamar de segmento popular, e isso é definidor do modo como encara o atual cenário econômico. O governo vem sinalizando sua atenção a essa parcela da população. A recente diminuição do crédito para compra de imóvel usado, que desde maio exige entrada mínima de 50% do valor do imóvel, é um indicativo.

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Segundo Rodrigo Resende, diretor de marketing e vendas da MRV, 2015 é um ano desafiador. “Não vai ser fácil. É preciso pensar diferente, encontrar caminhos distintos, mas é um ano em que esperamos crescer”, adianta. Para Rodrigo, a expectativa é de lançar mais empreendimentos do que no ano passado. “A base do nosso segmento está montada: crédito. A fonte de financiamento para nosso segmento, o FGTS, está garantida. O nível de emprego é bom, não houve impacto do aumento de juros, ao contrário do que ocorreu no tipo de financiamento que atende as classes A e B. O impacto da crise, portanto, foi pequeno perto do sofrido pelas construtoras de emprendimentos para as classes A e B”, explica.

PRIMEIRO IMÓVEL

"Se não entendermos que o comprador precisa dividir a entrada, não conseguiremos vender para esse público. Então, flexibilizamos bastante" - Rodrigo Resende, diretor de marketing da MRV


Há, inclusive, boas perspectivas com as mudanças da Caixa para financiamento de imóvel usado, que vai favorecer o mercado de construção que atua com primeiro imóvel. “O cliente do usado vai migrar para o imóvel novo. Até o aluguel vai melhorar e mais investidores vão querer imóveis novos para poder locar”, acredita Resende. Depois do grande sucesso de um empreendimento de 1,2 mil unidades no Bairro Camargos, região da Via Expressa, a MRV fará nova aposta nas redondezas. O Plaza Mayor, recém-lançado, é um grande condomínio contemplado pelo Minha casa, minha vida: 780 unidades de 44 metros quadrados (m²), duas vagas de garagem, no Bairro Califórnia.

A MRV aposta em condições facilitadas para atrair compradores. “Se não entendermos que o comprador precisa dividir a entrada, não conseguiremos vender para esse público. Então, flexibilizamos bastante.” Segundo Resende, mesmo sendo popular, o comprador quer área de lazer completa. Para viabilizar essa estrutura, o condomínio precisa ter pelo menos 350 unidades. Daí a tendência dos grandes empreendimentos populares.

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