Consumidor deve ter cautela no refinancimento dos imóveis para evitar prejuízo

Apesar do fôlego financeiro inicial, é preciso avaliar se o novo crédito é viável antes de renegociar a dívida. Taxa efetiva e valor de prestação devem ser observados

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postado em 15/12/2015 16:36 Carolina Cotta /Estado de Minas
Jair Amaral/EM/D.A Press.


O aumento dos distratos entre compradores de imóveis e construtoras em função do desemprego tem feito do refinanciamento imobiliário uma alternativa para o consumidor que precisa recuperar o fôlego financeiro e, ao mesmo tempo, evitar a perda do imóvel. A opção, no entanto, deve ser bem avaliada para não onerar ainda mais o bolso, alerta o advogado Fábio Cortezzi, especialista na área imobiliária e contratual da Saito Associados.

O refinanciamento imobiliário é uma modalidade de empréstimo em que o imóvel, residencial ou comercial, é dado em garantia para a obtenção de crédito junto a terceiro. Na prática, a situação implica renegociação da dívida do imóvel, que pode ser feita a qualquer momento, de acordo com a situação dos contratos e das exigências documentais do novo credor.

Segundo Ariano Cavalcanti de Paula, conselheiro da CMI/Secovi-MG e presidente da Netimóveis Brasil, geralmente ele é usado por quem tem uma dívida de curto prazo cara. “Com o refinanciamento, a pessoa quita essas dívidas e pode ficar com outra mais longa e menor. Vale a pena quando o perfil da nova dívida ficar mais barato do que as dívidas atuais”, alerta.

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Um momento em que essa opção também pode ser interessante é quando a pessoa tem um imóvel e quer comprar outro. “Às vezes, o que ela está vendendo não chegará ao preço que se quer. Então, com o refinanciamento é possível comprar outro imóvel e vender o primeiro quando encontrar um preço melhor”, explica. A prática é mais comum no exterior do que no Brasil, onde vem crescendo, embora ainda seja pouco expressiva.

“Mudou o conhecimento do consumidor sobre o refinanciamento. Isso em função da versatilidade que os bancos dão agora ao produto e ao fato de quase todos já oferecerem. A própria cultura do financiamento, retomada no Brasil em 2004, colabora para isso. Mas ainda há receio em relação ao refinanciamento, porque o imóvel entra como garantia, assim como no financiamento.”

Os cuidados, segundo Ariano, devem ser os mesmos adotados quando se contrata um financiamento imobiliário comum. “O consumidor deve ver a taxa efetiva, porque muitas vezes a informada, quando acrescida do seguro, pode ficar mais cara em um banco ou outro”, alerta. Ele também sugere observar os custos iniciais, o valor da prestação e a modalidade de liquidação dos financiamentos.

Para recorrer ao refinanciamento, Fábio considera necessário avaliar se o “novo financiamento” cabe no bolso do consumidor. “Nem sempre refinanciar é viável, porque o valor será recalculado com nova incidência e projeção de juros, taxas e correção monetária, além de eventuais encargos já existentes, caso já haja valor atrasado.” Segundo o especialista, é preciso considerar ainda o momento econômico, pois tomar crédito hoje é muito mais caro que algum tempo atrás.

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