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Construção de uma casa do zero pode ocorrer sem grandes percalços

Arquitetas afirmam que a escolha do local pode ser determinante no orçamento

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postado em 05/09/2018 14:00 / atualizado em 31/08/2018 18:07 José Alberto Rodrigues* /Estado de Minas
Ilustração/EM/Lelis

Construir uma casa do zero pode parecer bem complexo e uma decisão economicamente distante, mas planejando o projeto de forma correta, pode-se evitar o desperdício de dinheiro e tempo. Não basta escolher o lugar da casa, preparar a alvenaria e ir fazendo os ajustes sem nenhum planejamento. O importante é definir e especificar com um profissional especializado todas as ponderações e interesses para não ter dores de cabeça durante a obra.

De acordo com a arquiteta Estela Netto, o projeto deve ser desenvolvido de acordo com a topografia do local. A escolha do terreno, muitas vezes, pode ser determinante para o tipo de construção que será implantada. “Quando você vai iniciar uma construção do zero, partindo desde a compra do terreno, são inúmeros os fatores que devem ser analisados. Em áreas com vastos loteamentos disponíveis, por exemplo, é fundamental pesquisar a infraestrutura básica das ruas, a regularidade do terreno, as perspectivas de crescimento do entorno. Fazer uma compra impulsiva, atraído por ofertas tentadoras, pode ser problemático”, explica.

Muitas vezes, as pessoas tem uma casa dos sonhos em mente, mas o lote adquirido não é viável para aquele tipo de casa. A arquiteta e designer de interiores Gislene Santos conta que é preciso solicitar um levantamento topográfico do terreno e uma sondagem do terreno também. Com a sondagem você sabe como é seu solo e pode até economizar no projeto de estrutura.

A determinação do valor a ser gasto na construção da casa é, provavelmente, o fator que mais vai impactar no imóvel. E a economia nesses casos é sempre bem-vinda. “É muito importante que você deixe claro para o arquiteto o limite do seu orçamento. Ele poderá projetar uma casa de acordo com isso. O número de pavimentos, tamanho das esquadrias e tipos de acabamentos são alguns dos fatores que poderão influenciar significativamente no valor final da obra”, argumenta Estela Netto.

Para planejar a construção da casa e realizar as obras, é preciso, também, comprar adequadamente os materiais que serão utilizados em cada etapa. “Não adianta estocar material. É mais eficiente comprar os materiais de cada etapa no momento em que eles serão utilizados para que não percam suas propriedades. Hoje, consideramos muito também a questão da sustentabilidade orientando escolhas que não causem danos ao meio ambiente”, diz Estela Netto.

Com isso, Gislene Santos complementa: “Planejamento é tudo na vida. Sempre defendo a questão do orçamento prévio, para não criar sonhos que não podem ser executados. É primordial. Um projeto aprovado, detalhado e orçado. Quando você orça você tem o custo da casa e pode avaliar, fazer substituições caso possa gastar mais ou precise reduzir esse custo. Nós criamos alternativas para entrar no orçamento do cliente”.

Além disso, ela conta que, na reunião com o cliente, passa um questionário em que pergunta absolutamente tudo. “Até detalhes que a pessoa nem estava pensando. Construir uma casa não é simples como comprar uma roupa. É algo definitivo. Há um gasto envolvido. Tem que ser bem-feito, bem planejado e adaptado à localização. Até na valorização do imóvel pensamos. O investimento em acabamentos, por exemplo, tem que ser condizente com a valorização da casa”, destaca a arquiteta.

VISÃO GLOBAL

Estela Netto conta que ter o auxílio de um arquiteto é essencial, já que este profissional que terá a visão global do projeto e poucas pessoas têm a consciência da importância da consultoria do arquiteto. “Ao contratar um profissional antes mesmo da compra do lote, o cliente evita inúmeros problemas posteriores, como a impossibilidade de construção da casa, que sempre foi um sonho, devido à topografia do terreno ou investimentos altíssimos que terá que fazer para deixar aquele lote apto para se construir a casa que deseja.”

O diálogo entre arquitetos e o cliente assume um papel fundamental. “É preciso que nós arquitetos tenhamos um entendimento para tirar do cliente as informações necessárias. A casa precisa ter a cara dele. É muito importante o cliente ficar à vontade com o arquiteto, ser claro, objetivo, não ficar intimidado com o profissional. Toda informação nos dá base para desenvolver o melhor projeto”, finaliza Gislene Santos.

* Estagiário sob a supervisão da editora Teresa Caram

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