A vez da tecnologia

Oferecendo serviços inovadores, startups ganham a construção civil

Em áreas como gestão de projetos e obras, setor construtivo aposta nas boas ideias

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postado em 09/09/2018 09:15 / atualizado em 09/09/2018 09:25 José Alberto Rodrigues* /Estado de Minas
Reprodução/Internet/Lattufe Engenharia

Foi-se o tempo em que todo o projeto de uma obra era feito a mão. A tecnologia na construção civil pode beneficiar as empresas que desejam aumentar a produtividade e também a competitividade. Afinal, mecanismos tecnológicos são aliados para obter uma ação mais efetiva e com redução de gastos e tempo, já que prazos são decisivos nesse setor para que a obra tenha um bom desempenho.

E de olho nessas mudanças, as startups ganham força no mercado. Essas empresas buscam auxiliar as indústrias e empresas a obter maior produtividade por meio de aplicativos ou ações que visam organizar ou criar técnicas de produção em todas as fases de uma obra. “A parceria startup-indústria vem proporcionando saltos de inovação nas organizações: desenvolvimento da digitalização, desenvolvimento de novos processos e produtos e, principalmente, influenciando a cultura da inovação das indústrias”, afirma Marcelo Bigão, consultor em tendências digitais da Fiemg Lab.

O mercado vem inovando, desde a criação e apresentação de novos materiais até mudanças de modelo de negócio como impressão 3D. Essas novidades possibilitam o ganho em todas as partes que envolvem a cadeia de produção da construção. “Prova disso é que já existe fundo de investimento no Brasil focado nas empresas que desenvolvem tecnologia para o segmento e que já foram mapeadas mais de 350 startups voltadas para o mercado”, apresenta Bigão.

Marcelo Bigão reforça que o mercado da construção vem enfrentando uma grande retração gerada por diversos fatores. Porém, em 2018, o mercado estima reaquecimento e crescimento de 2%. “O avanço tecnológico tem como objetivo aumentar a produtividade nas obras, a fim de diminuir custos e despesas, aumentando assim a competitividade do segmento”, pontua.

O consultor afirma que ainda há, no mercado de construção, muito espaço e demanda para implementação de novas tecnologias. “Muitas startups que recebem a classificação de ‘Construtechs’ exploram cada vez mais a busca por soluções com possibilidades de escala mundial para os segmentos que menos investem em inovação, se comparado com outros. Elas impactam diretamente na diminuição no tempo da construção, padronização das atividades, redução do desperdício de materiais, em menos retrabalho e menos prejuízos com funcionários que se machucam, funcionários treinados e capacitados e canteiro de obras bem planejado.”

ADAPTAÇÃO

Para Mariana Yazbeck, gerente de empreendedorismo tecnológico e gestora do Fiemg Lab, cada vez mais as construtoras estão se conscientizando dessa evolução e acreditando no potencial das startups. “Isso porque a indústria vem absorvendo ‘o jeito startup de fazer as coisas’, aplicando modelos mais ágeis. Além disso, está mais aberta à colaboração, ao aprendizado a partir dos próprios erros, protótipos e projetos-pilotos, assumindo projetos de maior risco e disrupção”, afirma.

E para que tenha uma efetiva entrada nessa era tecnológica, as empresas então assumindo uma teoria de inovação aberta. “É quando a empresa se relaciona com o ambiente externo para promover suas inovações; quando ideias e projetos fluem para fora e para dentro da organização, com o objetivo de encontrar melhores lugares para sua realização e monetização. Essas cooperações para inovação podem ocorrer com universidades, centros de pesquisa, fornecedores e startups”, explica a gerente.

A inovação aberta faz com que as empresas entendam que colaborar e cooperar é mais estratégico do que se fechar para novas possibilidades de mercado. “A inovação aberta potencializa a inovação, uma vez que permite o acesso da organização a novas ideias e projetos, reduz os custos internos com pesquisa e o desenvolvimento, possibilita a absorção e desenvolvimento da cultura da inovação e colaboração, ajuda a viabilizar novos produtos, processos e modelos de negócio, diminui o ‘engavetamento’ de ideias na organização, além de permitir acesso a novos mercados”, finaliza Mariana Yazbeck.

* Estagiário sob a supervisão da editora Teresa Caram

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