Menos devedores

Taxa de inadimplência condominial diminui em setembro em relação ao ano passado

De acordo com a pesquisa, no mês passado, o número de devedores foi de 10,8%. Em setembro de 2017, o índice chegou a 11,07%

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Ilustração/EM

Um dos maiores problemas enfrentados pelos síndicos e gestores condominiais é a inadimplência. Mas os condomínios podem se aliviar um pouco da tensão em lidar diariamente com esse problema. Segundo levantamento feito pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), o índice de inadimplência dentro dos condomínios de Belo Horizonte e região metropolitana caiu em setembro em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a pesquisa, no mês passado, o número de devedores foi de 10,8%. Em setembro de 2017, o índice chegou a 11,07%. Os números revelam que a falta de pagamento das taxas condominiais está menor neste ano.

Leonardo Mota, vice-presidente das Administradoras de Condomínios da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), afirma que, apesar da situação instável da política e economia atual do país, esses números são positivos. “As mudanças que vêm ocorrendo dentro dos condomínios e a facilidade de pagamentos são favoráveis para a realização de acordos entre as partes e na redução dos inadimplentes”, afirma.

O vice-presidente ressalta que há dois fatores que vêm melhorando esses números. De acordo com ele, os condomínios estão se profissionalizando, não deixando que a inadimplência comprometa o fluxo de caixa do prédio. Além de síndicos mais qualificados, hoje o condomínio tem várias obrigações e a contabilidade muita mais minuciosa, fazendo com que o prédio funcione com uma gestão mais empresarial. “Os síndicos encaram os condomínios como uma empresa. As administradoras de condomínio estão melhorando as operações de cobrança, o que torna a recuperação de crédito mais efetiva. Vejo que 80% dos síndicos estão se capacitando para tentar reduzir essa inadimplência”, comenta Leonardo Mota.

Apesar de a taxa de inadimplência de setembro deste ano ter diminuído, em comparação ao ano passado, houve um aumento em relação a agosto de 2018, quando a taxa registrada foi de 10,64%. “Esse acréscimo é sazonal, e é provável que essa alteração se deva a fatores externos ao mercado imobiliário. É difícil essa marca se tornar uma tendência”, explica. Enquanto o número de inadimplentes aumentou 0,4% de agosto para setembro de 2018, os dados sobre os pagamentos atrasados caíram vertiginosamente no mesmo período.

FACILIDADES

Analisando condôminos que pagam suas taxas com atraso dentro do mês de referência, observa-se que, em setembro de 2018, a taxa de impontualidade registrada foi de 7,57%; 1,18 ponto percentual menor que no mês anterior (8,75%). “Houve uma queda considerável. Acredito que isso ocorreu em função das facilidades atuais de pagamento oferecidas pelos bancos, entre eles DDA, débito automático, internet baking e outras plataformas”, fomenta o vice-presidente. Com relação a setembro de 2017 (7,29%), essa taxa teve um leve aumento.

No decorrer do ano de 2018, o índice de inadimplência mais baixo foi registrado em janeiro, quando a taxa chegou a 10,52%. Já o ápice foi observado em fevereiro, com índice de 11,64%. O período coincide com a maior taxa de inadimplência de 2017, registrada também em fevereiro. Naquela época, o número chegou a 12% (12,11%).

 Já com relação à impontualidade, o índice mais baixo de 2018 foi registrado em fevereiro (7,46%). O pico do ano foi atingido em janeiro, com 9,50% de condôminos com atraso de pagamentos. Uma contabilidade eficiente ajuda o gestor de condomínio, ao formatar os boletos em data ideais para recebimento, com multas legais e descontos que ajudarão a estimular o condômino a pagar a taxa em dia.

* Estagiário sob a supervisão da editora Teresa Caram

DICAS PARA DIMINUIR A INADIMPLÊNCIA

» Busque a conscientização: a multa por pagamento atrasado da taxa mensal é de 2%, o que aumenta muito a inadimplência. Portanto, o mais importante é fazer com os moradores entendam o que está em jogo: o bem-estar coletivo.

» Formule regras:
se existe um conselho no seu condomínio ou se as decisões são tomadas em reuniões de moradores, é importante criar regras para validar e realizar a cobrança. É importante que todos saibam e concordem com elas. Por exemplo: a partir de quantas mensalidades atrasadas será feita uma cobrança ou uma notificação?

» Abra negociações: sempre dentro da legalidade, é importante deixar aberto o canal de negociação com o condômino devedor, para que ele apresente sua defesa e a possibilidade de regularização da dívida.

» Busque ajuda de profissionais:
um caminho interessante é se amparar por profissionais especialistas em cobrança para dar um caráter “mais oficial” à dívida do condômino.

» Notifique com antecedência:
um dos mecanismos mais eficazes é mandar correspondências para os devedores avisando do vencimento das taxas.

» Evite expor os devedores: em hipótese alguma coloque os nomes dos devedores em quadro de aviso. Isso poderá render problemas que extrapolam a dívida do condomínio.

» Não deixe a dívida acumular: não descanse enquanto os devedores não demonstrarem alguma possibilidade de pagamento daquilo que devem. Quanto mais a dívida se avoluma, mas prejudicado o condomínio fica.

» Tenha um fundo de reserva: o condomínio deve ser pensando como uma empresa. Em momentos de crise, é preciso ter caixa para cobrir eventuais despesas. O fundo de reserva serve para ser usado em reparos e serviços emergenciais e pode ser consumido caso o síndico não consiga fechar as contas do mês.

Fonte: Blog TownSq

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