Casa preservada

Medidas simples, mas eficazes, ajudam a manter os imóveis seguros nas férias

Para viajar tranquilamente nessa época e deixar a residência protegida, pequenas ações ajudam, como avisar um vizinho de confiança

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postado em 07/01/2019 14:55 Augusto Guimarães Pio /Estado de Minas
Ilustração/EM

Neste período de férias escolares e também de descanso do trabalho para alguns, aumentam as preocupações para aqueles que deixarão suas residências por determinado período. A questão é que não basta trancar a casa, colocar as malas no carro e seguir viagem, pois deixar o imóvel desprotegido é complicado. A maior dor de cabeça é quando a pessoa volta para casa e a encontra arrombada.

 Assim, a preocupação com possíveis assaltos às residências, que ficam vazias, é sempre uma constante, pois o perigo de invasões e arrombamentos sempre ronda nesta época do ano. O ideal é se prevenir sempre. Edimilson Silva, analista de risco da empresa Anjos da Guarda, explica que, mesmo que seja difícil combater a violência das grandes cidades, existem pequenas ações que têm o objetivo de evitar ou até mesmo minimizar eventuais prejuízos. Ele alerta que a vigilância deve começar antes mesmo da viagem, já no planejamento.

“Não importa o momento, pois sempre teremos que nos preocupar com a segurança. A cada fase do planejamento devem ser ponderados os riscos que a residência corre quando está vazia. O durante e o depois das férias também devem ser avaliados com antecedência, para mitigar os riscos”, aconselha o especialista. Para ele, algumas simples ações podem contribuir para a segurança do imóvel e garantir uma viagem mais tranquila, sem maiores problemas.

Edimilson alerta que a primeira medida a ser feita é a mais comum, ou seja, durante a ausência do morador, que este procure avisar um vizinho de sua confiança quando viajará e por quanto tempo ficará longe da residência. Também é importante manter contato com ele periodicamente durante a viagem. “Essa tende a ser uma das melhores vigilâncias que o dono da casa poderá ter. Alguém que reconheça qualquer ato suspeito e rapidamente possa identificar uma situação de perigo, alertando o proprietário e, se necessário, as autoridades”, garante o especialista.

Ele diz que outra dica importante é desligar campainhas e interfones, uma vez que a ausência de resposta consecutiva nesses aparelhos poderá significar que o imóvel está vazio. “É recomendável que o proprietário evite deixar objetos de valor muito alto, como joias e dinheiro, dentro do imóvel enquanto viaja, para diminuir eventuais perdas.”

O especialista aconselha ao morador utilizar cofres de bancos e empresas de transporte de valores, com o objetivo de manter suas posses em segurança. “O proprietário também não deve se esquecer do cuidado com as portas, seja de apartamento ou casa. A maior parte dos arrombamentos ocorre pelas portas do fundo e pelos elevadores de serviço, reflexo do esquecimento dessa entrada na hora de garantir uma boa segurança.”

Edimilson explica também que um dos procedimentos mais importantes é reflexo da sociedade tecnológica em que vivemos. “Falar sobre a viagem nas redes sociais pode gerar abertura para que criminosos fiquem de olho no domicílio da pessoa. Segundo o especialista, a engenharia social é largamente utilizada pelos criminosos para rodear a rotina de um possível alvo. Bandidos vigiam os passos e informações compartilhadas nas redes sociais e preparam emboscadas quando uma família se prepara para viajar”, alerta. “Cuidados nos ambientes virtuais devem fazer parte da sequência de ações que um viajante deve realizar, se prevenindo para eventuais danos à sua residência.”

EVIDÊNCIAS

De acordo com a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Elétricos Nema Brasil, entre as diversas maneiras de proteger a residência durante uma ausência, não deixe evidências de que a casa está vazia. Caso a ausência seja prolongada, é bom pedir que alguém abra portas e janelas. Também não deixar que as luzes fiquem acesas durante o dia. Segundo a Associação, a melhor maneira é optar pela instalação de um timer, que acenderá as luzes somente no período noturno. Por outro lado, suspender a entrega de jornais e revistas ou pedir a alguém próximo para recolher diariamente a sua correspondência.

Outro conselho da Associação é para evitar deixar chaves da residência com terceiros, exceto quando forem de absoluta confiança. Também não deixá-las nas portas ou próximo a elas, pois invasores podem tentar “pescá-las” por uma janela. Trincos e trancas deverão ser testados antes da saída. Se necessário, é bom instalar reforços, principalmente nas portas da cozinha e em portões laterais.

Finalmente, vale lembrar que é importante não colocar cadeado do lado externo do portão, pois isso poderá denunciar a saída dos moradores. Caso a residência conte com alarmes sonoros ou luminosos, é bom fazer testes periódicos, avisando os vizinhos de confiança sobre o equipamento, para que possam ficar atentos durante a ausência do morador.

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