A serviço da reforma

Equipamentos de ponta ajudam a reduzir gastos na hora de reformar a edificação

Tecnologia também evita quebradeira e entulhos em obras

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postado em 20/04/2019 12:13 Elian Guimarães /Estado de Minas
A tecnologia vem sendo utilizada para o reparo de encanamentos sem necessidade de quebrar paredes - Rafael Mota/Divulgação A tecnologia vem sendo utilizada para o reparo de encanamentos sem necessidade de quebrar paredes
O antigo bombeiro, batismo para o profissional que cuidava de bombas de água nos tempos em que quase não havia distribuição pública do líquido e quase todos os imóveis o tiravam de cisternas bombeando para reservatórios, tornou-se técnico hidráulico e trabalha com equipamentos com tecnologia de ponta. Vazamentos, entupimentos, infiltrações, os pesadelos que assombram qualquer construção, podem contar com os trabalhos desses profissionais.

Com a criação de companhias de água, as edificações passaram a dispor de sistemas hidráulicos que de tempos em tempos apresentam necessidade de manutenção, geralmente feitas por pedreiros que praticamente procuravam às cegas a origem do problema. Os primeiros equipamentos desenvolvidos para esses fins sugiram em países asiáticos, como Japão, China e Coreia, pioneiros na preocupação com as futuras crises hídricas e avançados nas tecnologias contra o desperdício. No Brasil, entre os sistemas disponíveis está o geofone, conhecido como caça-vazamentos, que processa uma busca através do registro de ruídos ou uma câmera termográfica, que indica a mudança de temperatura nas paredes e piso, possibilitando se aproximar com maior precisão do ponto de origem do problema.

Esses equipamentos servem para qualquer tipo de encanamento, seja uma galeria subterrânea para detectar erosão, rompimento e mesmo as condições da tubulação. “Esse equipamento de termografia e videoinspeção opera em diversas escalas. Pode ser manual para diâmetros menores ou robotizados em tubulações maiores de 300mm”, explica Davi Andrade, sócio-proprietário da Minas Leak Caça Vazamentos. A vantagem é que o cliente pode contratar o serviço antes de sair quebrando para descobrir o ponto. Muitas vezes, a conta de água é o termômetro de que algo está errado no sistema hidráulico de uma casa ou prédio. “A conta vem alta e não há qualquer umidade aparente”, explica.

O técnico hidráulico é o profissional mais adequado para identificar esses problemas, lembra Davi Andrade. “Muitas pessoas contratam pedreiros e ele começa a quebrar no olhômetro e, quando somos chamados, percebemos que quebrou-se além do necessário, pagou-se mais caro em mão de obra e materiais e, em alguns casos, não resolveu o problema.” Andrade recomenda que o cliente acione a empresa para que haja uma prévia avaliação.

A empresa especializada em hidráulica trabalha com identificação de pontos de vazamento, mas também pode reformar todo o banheiro e/ou mesmo o imóvel. “Temos capacidade técnica que abrange desde a demolição até a substituição de todo o encanamento, de registros, descargas torneiras, gás canalizado, rede de esgoto e de abastecimento, água quente e fria. Feito o serviço, entra o pedreiro com o fechamento e acabamento, que pode ser contratado pelo cliente ou indicado pela empresa.”

Davi Andrade explica que o valor é determinado pela área de abrangência, o grau de dificuldade e o tipo de rastreamento a ser feito. São diferentes métodos para uma rede sanitária e uma tubulação de abastecimento. Um barracão simples pode ter uma variação de tubulações que tornam o diagnóstico mais complexo.

MENOS TEMPO

Rafael Mota, proprietário da Brasil Pipe Lining, trabalha com uma tecnologia de revestimento interno de encanamentos que evita quebrar paredes, e diminui gastos com remoção de entulhos, limpeza, mão de obra e tempo de duração da obra. Para um prédio de 15 andares, o serviço de desentupimento, desobstrução ou reparo de vazamento dura em média cinco dias. O equipamento atende a qualquer tipo de construção, inclusive grandes condomínios e indústrias. O empresário aponta três indicativos sobre o momento em que é preciso trocar o encanamento: quando há vazamento visível (comum em imóveis com mais de 30 anos de construção). No caso de entupimento, com corrosão na tubulação ela ficará em breve totalmente obstruída, e quando se percebe que está saindo água amarelada, comum em salas comerciais que ficam fechadas no fim de semana.

O técnico levanta a metragem, quantas colunas de água e faz o orçamento sem cobrar a visita. O equipamento é composto por um compressor de ar que alimenta outra máquina, que é um distribuidor instalado dentro do prédio. “Para um prédio de 10 andares, subimos 10 mangueiras, uma para cada apartamento. De cada unidade é removido o registro geral e instalado um direcionador que fecha o ramal do apartamento, isolando-o da coluna de água. Em apenas dois pontos há abertura de parede onde estão instaladas as colunas, no primeiro e último andares. Uma mangueira é inserida na coluna removendo toda a água remanescente e depois é introduzido ar que percorrerá todos os andares iniciando o processo de limpeza com uso de óxido de alumínio, retirando toda a corrosão interna do encanamento. Logo após é aplicada a resina epóxi atóxico, que vai grudando nas paredes internas e protegendo o cano em toda a sua extensão do contato do metal com a água. “A técnica é utilizada no Brasil há 23 anos e chegou em BH há oito”, explica o empresário. O serviço tem 10 anos de garantia.

Em prédios com mais de 15 andares, o processo é fatiado em etapas, de 15 em15 pavimentos. O serviço pode ser executado em casas, condomínios, indústrias. Em casos de esfacelamento da tubulação ela é trocada no total. “Em 90% dos casos a tubulação encontra-se em perfeito estado e o que existe são corrosões pontuais, como entre lajes, por exemplo, uma rosca que enferrujou, e basta substituir aquele ponto. Se estiver dentro do concreto, a resina tampona o furo.”

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