Aliada mais do que bem-vinda

Para reduzir tempo e custos, construtoras adotam o uso de drones para elaborar projetos

Tecnologia usada para monitoramento de terrenos possibilita informações precisas da topografia da região, além de permitir acompanhar a evolução da obra

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postado em 23/06/2019 14:15 / atualizado em 24/06/2019 16:15 José Alberto Rodrigues* /Estado de Minas
ABB/Divulgação - 29/5/19

Avaliar as condições topográficas de um terreno pode durar um grande período de tempo e nem sempre ter o melhor custo/benefício. Diante das revoluções tecnológicas, o mercado da construção civil passou a contar com aparatos e sistemas que contribuem para mapeamento e levantamento de dados de relevo com informações mais precisas e modelos informativos mais seguros.

De acordo com Rafael Pires e Albuquerque, diretor de desenvolvimento imobiliário da MRV, o uso de tecnologias para a realização de mapeamento de terrenos foi concebido para automatizar toda a cadeia produtiva relacionada à aquisição de novos terrenos para construção de futuros empreendimentos, a fim de tornar a prática mais exata e com redução de tempo de obra. “Com o sistema integrado e interligado, a análise das informações ficou mais ágil e eficaz, o que torna mais eficiente a tomada de decisões e possibilita outros insights em relação ao negócio”, explica.

Reinaldo Ferreira Sima, diretor de tecnologia da informação da MRV, conta que a construtora desenvolveu, para esse levantamento de dados, o MRV Terrenos. Trata-se de um sistema mobile, com navegação orientada por mapas, em que é possível cadastrar os terrenos em prospecção com todas as informações importantes para rotinas e padrões da obra. “Com o sistema, é possível acompanhar, em tempo real, todos os terrenos que estão sendo prospectados/adquiridos em cada um de seus estados”, destaca. Além disso, podem-se avaliar os estoques disponíveis por microrregiões e implementar políticas que promovam o equilíbrio do abastecimento de terrenos.

Para isso, o sistema usa a ferramenta Big Data. Repositório de dados, com capacidade suficiente para armazenar informações transacionais e históricos, internas e externas, estruturadas e não estruturadas dos terrenos. “Ferramentas de análise preditiva permitem avaliar e selecionar os terrenos com maior aderência ao nosso negócio. Também utilizamos essa base para acompanhar a evolução das viabilidades e assegurar que as premissas iniciais estão sendo atendidas”, avalia.

Outro grande aliado nesse processo de mapeamento e levantamento de dados de terrenos são os drones. O uso dessas pequenas aeronaves tem sido bastante explorado por construtoras para registrar obras, fazer o mapeamento da área a ser construída e acompanhar o avanço físico do empreendimento.

De acordo com Arthur Colares, diretor de comunicação do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), os drones apresentam vantagens muito significativas para a construção civil. “Há uma redução no prazo de execução do serviço de topografia, devido a capacidade dos drones de mapear grandes áreas rapidamente. Consequentemente, há um ganho de eficiência positivo para a nossa indústria”,ressalta. 

O diretor de comunicação explica que um drone, em diversas situações, pode gerar  diminuição do custo do serviço e maior facilidade na operação. “Em regiões em que o levantamento  no solo é inviável pelas condições físicas do local, os drones já são uma realidade para muitas empresas”, salienta.

Além disso, os drones quando associados a softwares de escaneamento, permitem a modelagem 3D de terrenos e construções, possibilitando informações precisas para a elaboração de projetos em tecnologia BIM.

SISTEMA INTEGRADO

Rafael Pires e Albuquerque explica que, no BIM, é possível modelar projetos digitais 3D com diversas informações dentro de cada novo projeto, que permitem que todo o ciclo de vida de um empreendimento seja consolidado em uma única plataforma de maneira integrada e automatizada. “Essa tecnologia está presente em todas as etapas da produção, desde o projeto até a assistência técnica. A tecnologia engloba projetos estruturais, arquitetônicos e de infraestrutura no formato 3D, com compatibilização automática de disciplinas, leitura automática de componentes e integração com orçamento, planejamento e execução da produção”, explica. Com isso, o mercado da construção ganha mais agilidade em todas as etapas e integração de setores da empresa envolvidos com o projeto.

Apesar de o mercado da construção civil caminhar em passos mais largos ao lado da tecnologia, o diretor de desenvolvimento ainda vê muitas ações a serem feitas para uso mais efetivo de aparatos tecnológicos. “A MRV está investindo R$ 50 milhões anualmente em inovações, que vão desde o processo de compra de terrenos, passando pelas obras, processo de vendas e pós-vendas, oferecendo aos clientes um conjunto de interações muito superiores às suas expectativas”, comenta. As tecnologias usadas para monitoramento e levantamento de dados de um terreno possibilitam gerir milhares de terrenos em mais de 160 cidades brasileiras, dentro da MRV. “Dando-nos informações importantes para a gestão do negócio”, explicita.

Em terrenos muito grandes ou com relevos oscilantes, esses sistemas integrados de informações são de extrema importância. “Com a tecnologia, é possível padronizar, automatizar e gerir produtos diferentes dos que temos em nossa base. Com o MRV Terrenos temos a redução na margem de erros e diminuição do ciclo de negócios devido à maior velocidade nas tomadas de decisões, de forma integrada, nos diversos setores da empresa”, pontua Rafael Pires.

* Estagiário sob a supervisão da subeditora Elizabeth Colares

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