Novidade

Gestão de resíduos da construção civil será feita de modo digital

Diretrizes a serem implementadas a partir de 2020 no setor vão atender a procedimentos de destinação, que agora passam a ser informatizados

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postado em 28/07/2019 17:40 Elian Guimarães /Estado de Minas
Mudança vai proporcionar maior segurança para todos os envolvidos - Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press - 15/11/14 Mudança vai proporcionar maior segurança para todos os envolvidos

A partir de 2020, os resíduos sólidos de construção deverão atender a novos procedimentos de movimentação e destinação, conforme regulamentação definida pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Cepam). Antes dirigida somente a outros setores da indústria, as novas diretrizes instruem que sejam cadastradas no Sistema Estadual de Manifesto de Transporte de Resíduos (Sistema MTR-MG), plataforma disponível exclusivamente em meios digitais.

Com a novidade, informações referentes ao tipo de carga, ao gerador dos resíduos, à forma de tratamento e ao local de destino, que até então eram entregues ao Cepam, de forma física, agora devem ser cadastradas digitalmente. A instrução normativa, que começa a valer para a indústria em geral ainda neste ano, vai impactar a construção civil apenas em 2020, por conta das especificidades do setor.

De acordo com a Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), o MTR é um sistema on-line, que permite a rastreabilidade dos resíduos gerados ou destinados em todo o estado e resulta na emissão de Certificado de Destinação Final (CDF) pelos empreendimentos de destinação de resíduos, além de permitir o monitoramento, pelos órgãos ambientais e de limpeza urbana, da geração, armazenamento temporário, transporte e a destinação final dos resíduos.

De acordo com Juliana Santos, engenheira de meio ambiente e qualidade do grupo EPO, o estado resolveu centralizar esses registros, que envolvem legislações nas esferas federal, estaduais e municipais, com uma plataforma que permitirá o acompanhamento, além da coleta e destinação em casos de acidentes. “Tudo isso ocorre atualmente com a utilização de papéis. Esse sistema informatizado vai gerar uma melhoria no gerenciamento dos resíduos por parte das construtoras em geral”. Segundo a engenheira, as grandes empresas já gerenciam de forma natural, mas as pequenas nem sempre adotam todos os procedimentos.

O grupo EPO executa obras residenciais, industriais, comerciais e templos religiosos. “Para cada método construtivo elaboramos um plano de gerenciamento, de registro da construção civil, estimando o tanto de resíduo que será gerado desde a limpeza do terreno, início e até o fim da obra. Temos uma cadeia de fornecedores que transportam para área de transbordo ou estação de reciclagem, tudo documentado em papel, que o novo sistema deverá eliminar.”

ORGANIZAÇÃO


“A construção civil tem estrutura diferente, que demanda uma organização maior. Ela não está em um lugar fixo, por exemplo. Há obras ocorrendo em vários lugares”, explica Ester Silva Couto, gerente de gestão ambiental da Lafaete, empresa especializada em soluções construtivas e especializada em serviços de gestão de resíduos e de gestão ambiental. Segundo ela, a construção civil enfrenta o agravante de, até então, não contar com legislação específica em relação ao transporte de resíduos, algo que já ocorre com a indústria em geral. “Essas mudanças, de fato, vão exigir um esforço maior no caso das empresas de construção civil, que, provavelmente, vão intensificar a busca por fornecedores especializados”, adianta.

“Os clientes estavam preocupados em como fariam isso. Então, apresentamos as melhores formas de atender à nova demanda e nos propusemos a assumir a função. Isso evita uma mudança profunda nos processos produtivos das construtoras”, afirma Ester. Ela ressalta que o maior desafio é a conscientização de que essa é uma mudança que traz ganhos e que proporciona maior segurança para todos os envolvidos. “A partir de agora, as empresas terão mais controle sobre o destino dos resíduos. Além disso, haverá uma fiscalização maior do processo”, explica.

De acordo com a gerente de gestão ambiental, os clientes serão preservados de grandes impactos. “Essa é uma tarefa que já era exercida pela empresa. Vamos apenas complementá-la”, garante a profissional. “Já temos investido em tecnologia, na melhoria dos processos e na qualificação de pessoal”, aponta. Embora já tenha prática no processo de digitalização, a Lafaete vai investir em novas contratações e na aquisição de equipamentos para ampliar o atendimento aos clientes. “Os investimentos serão direcionados principalmente para a integração dos nossos dados e para a transferência dessas informações para o site do governo.”

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