Arquitetos projetam casa que se separa como parte do divórcio

A casa funciona blocos do jogo Tetris, que podem se juntar ou se separar com facilidade

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postado em 26/09/2016 18:33 / atualizado em 26/09/2016 18:52 Hellen Leite
Estúdio Oba/Divulgação


Um estúdio holandês de arquitetura criou o que pode ser a solução para disputas de divórcio, ou mesmo a resposta para a necessidade de espaço quando um casal decide aumentar a família. A chamada "casa pré-nupcial" é uma residência pré-fabricada que pode se dividir em partes ou agregar mais módulos.

O projeto foi desenhado pelo arquiteto holandês Vicent Ringoir, de 23 anos, dono do estúdio de arquitetura OBA. O jovem arquiteto disse em entrevista à BBC Mundo que a inspiração veio do famoso jogo de computador Tetris - aquele em que usuários precisam encaixar peças de formatos diferentes que caem do alto da tela. 

Segundo Ringoir, a casa composta por blocos que ocupam um total de 108 metros quadrados e que quando é necessário separá-las existe a possibilidade de instalar de forma "fácil, rápida e barata" outro quarto ou cozinha à unidade que ficar desprovida, por exemplo. O mesmo acontece com o banheiro.

Vincent Ringoir, dono do estúdio que criou a casa, explicou que o modelo da residência é inspirado em  peças de Tetris  - Estúdio Oba/Divulgação Vincent Ringoir, dono do estúdio que criou a casa, explicou que o modelo da residência é inspirado em peças de Tetris


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A ideia original foi de Omar Kibri, um profissional de relações-públicas amigo de Ringoir e que trouxe ao estúdio a proposta de comprar uma casa com a namorada e ter a possibilidade de dividi-la. "Foi aí que desenvolvemos o desenho da que pode se partir em duas", explica Ringoir.

A "casa pré-nupcial" pode se transformar também em versão flutuante, algo que pode ser bastante útil para a Holanda, não apenas por causa da grande quantidade de habitações flutuantes em seus canais, mas pelo fato de ser um país em que a taxa anual de divórcios para casamentos é de 43%.

Estúdio Oba/Divulgação


No caso das habitações flutuantes, cada unidade acabará flutuando por sua conta em caso de separação. Para que flutue, a casa será construída em fibra de carbono e madeira. Mas o maior desafio, segundo Ringoit, é que ela pareça como uma unidade de identidade visual própria quando conectada e que mantenha a estética individual quando separada.

A ideia é que a produção tenha início em fevereiro do ano que vem. Ringoir não confirmou o preço, mas assegurou que a casa "não será cara".



Tags: custos condomínio brasil realidade brasileira

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